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Rodízio de veículos
Amanhã recomeça o maldito rodízio de veículos na capital. Como disse o amigo Portuga, pagamos pela incompetência dos gestores, impostores da arte da política. Os últimos meses do governo Marta foram catastróficos no quesito "manutenção", uma vez que as verbas estavam envolvidas nos projetos de visibilidade eleitoral. O jeito tucano de governar conhecemos bem, tanto é que uma das primeiras propostas é reedição do Pitta: pedágio urbano. Uma idéia interessante se a cidade fosse servida de um ótimo sistema de transporte coletivo, o que não é o caso hoje e pouco provável no fim do mandato vampiresco que se inicia. O interessante do nosso país é perceber como as coisas se adaptam. Se minha pouco precisa memória não falha o rodízio surgiu num determinado inverno para evitar o excesso (?) de poluição. Logo depois virou meio de diminuir congestionamentos. E a gente vai engolindo tudo isso! Até quando nossa paciência agüenta? Até quando suportaremos as desilusões?
Texto publicado em 25/01/2005.
Escrito por Toni às 20h33
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Ajudem a Revista OCAS
Lendo a edição desta semana de Carta Capital me deparei com uma notícia triste: a revista OCAS corre o risco de fechar! O colega Sérgio, professor do Cursinho da Poli, me apresentou a revista ano passado, por ocasião daqueles episódios repugnantes dos assassinatos cometidos contra moradores de rua em São Paulo. Essa revista trabalha com um projeto de inclusão social dos moradores "em situação de rua" muito interessante. Eles são transformados em vendedores da Revista Ocas, passando antes por um processo de qualificação e profissionalização. A revista é vendida na cidade de São Paulo e também no Rio de Janeiro. Compensa visitar o sítio da Revista: www.ocas.org.br. A OCAS tinha um patrocínio da Embaixada Britânica que terminou em novembro de 2004. O dinheiro em caixa dá para bancar a publicação até fevereiro/05. Vamos ajudar pessoal! Divulguem para os amigos endinheirados (quem sabe rola uma ajuda), para aqueles que podem anunciar ou ainda para aqueles que procuram por um trabalho voluntário.
Texto publicado em 23/01/2005.
Escrito por Toni às 20h32
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Bola fora na sala de aula
Essa vida no magistério nos faz colecionar muitas histórias. Por vezes não conseguimos separar claramente verdade da ficção, mas assim mesmo as histórias se multiplicam e ficam, a cada dia, mais engraçadas. Tenho um amigo, professor de química, que é recordista em bola fora na sala de aula. Não vou citar o nome do camarada para evitar comprometimentos futuros. Uma história ótima ocorreu no início de sua carreira. Assumiu as aulas num grande colégio aqui de São Paulo, no bairro da Aclimação e ao terminar o primeiro período de aulas, resolveu fazer graça. Entrou na sala dos professores, jogou os diários de classe em cima da mesa e perguntou: - Quem será o infeliz que teve a coragem de colocar o nome na filha de Bruna Cacilda? Imediatamente a diretora responde: - É minha filha, aconteceu alguma coisa? Ele de pronto: - Nossa que nome forte, combina com ela que é uma beleza! De outra vez, numa sala do colegial num colégio do Morumbi, ele pede: - Gente fecha as janelas e liga o ar-condicionado, porque essa louca da outra escola já começou a chamar os alunos pelo alto-falante. Imediatamente uma menina na primeira fila: - Professor, não fala assim da minha mãe! Nesse mesmo colégio, na sala dos professores durante o lanche: - Quem foi o filho da puta que tirou o queijo e o presunto do sanduíche? O dono da escola, que estava nos visitando responde: - Eu! O meu amigo mais do que depressa: - Nossa, eu adoro pão sem nada, estou precisando de um regiminho mesmo! Um outro colega, que leciona história, também é campeão. Uma vez ele invocou com um garoto que não parava de rir durante a aula. Até que lá pela terceira ou quarta aula mandou: - E você aí, por que esse sorriso idiota no canto da boca? O aluno responde: - É porquê eu tive um derrame professor. Assim nos divertimos muito, além é claro das lendas que se criam, como uma que diz que eu acabava com os salgadinhos no lanche do COC - Morumbi.
Texto publicado em 19/01/2005.
Escrito por Toni às 20h29
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Beijo
Gostaria de escrever hoje sobre o beijo. Não o beijo apaixonado, anúncio e preâmbulo da paixão. Trata-se do beijo entre homens. A partir da minha adolescência comecei a freqüentar a casa dos meus avós maternos em Bauru, interior de São Paulo, e a tomar contato com uma quantidade de primos, primas, tios e tias. Tornou-se comum reunirmos boa parte de nossa enorme família nos aniversários do meu avô, em junho. Assim fizemos até ele completar 90. Alguns meses depois ele faleceu. Também era comum fazermos uma festa na passagem do ano, na casa do tio Juvenal (já citado por aqui em outro texto). Era o momento de reunirmos os primos, amigos e demais parentes. A festa atravessava a madrugada e, por vezes, tinha seqüência num alentado almoço no primeiro dia do ano, sempre com muita cerveja e alegria. Seu "Juva" sentia um imenso prazer em ver aquela reunião, por mais trabalho que aquilo proporcionasse. Várias vezes, quando me despedia dele, sentia vontade de aplicar-lhe um sonoro beijo nas bochechas, mas a distância respeitosa, as reticências que possuímos com relação a determinadas manifestações (isso não é coisa pra macho!), sempre tolheram essa vontade. Faz alguns anos ele caiu doente. Cada vez que nos encontrávamos ele estava mais debilitado, mas muito alegre por estar vivo. O carinho que sentia por ele só aumentava. A maneira altiva como enfrentou a doença foi admirável. Ano passado, por esta época, recebemos a notícia que ele piorara bastante. Eu e minha irmã caçula, Sonia, resolvemos fazer uma rápida viagem até Bauru. Nos preparamos para não demonstrar fraqueza perante os primos e fomos, esperando pelo pior. Quando chegamos ao hospital ele estava surpreendentemente melhor. Consciente, embora com muitas dores. A doença já lhe colocava uma série de limitações. Conversamos um pouco para não cansá-lo e prometemos vê-lo no outro dia, um sábado, na casa de uma de suas filhas, para onde ele iria ao sair do hospital. Assim fizemos. Ao nos despedirmos, ele me fez um pedido: - Antonio Carlos, posso lhe dar um beijo? Como foi difícil não chorar. Ele me beijou um muito carinho, eu retribuí com outro beijo e um abraço caloroso. Alguns dias depois, em 23/1, ele nos deixou, descansou para sempre. Hoje penso porquê não o abracei mais, o beijei mais, para que ele pudesse perceber todo o carinho que eu tinha por ele. Estive em Bauru neste final de semana. Fui recebido pela minha tia e pelos meus primos com muito carinho, com muita alegria e também tristeza. Ao despedir-me beijei cada um dos meus primos. Assim farei de agora em diante com as pessoas que amo: não vou mais economizar beijos e abraços.
Texto publicado em 18/01/2005.
Escrito por Toni às 20h28
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Avião do Lula?
Aqueles que privam do meu convívio sabem da minha frustração e desesperança para com este governo. Parece-me continuidade daquele outro que durou 8 anos e "alugou o país" ao sistema financeiro. Daí a engolir a visão preconceituosa e torpe da imprensa sobre algumas atitudes do governo vai uma distância quilométrica. A última onda trata da compra do novo avião presidencial, chamado pela Folha, Veja e congêneres de igual qualidade e credibilidade de "avião do Lula" ou ainda "AeroLula". Faz tempo que o Presidente da República viaja num troço apelidado carinhosamente de "sucatão". Dá para ter uma idéia do que seja, sem contar a pouca autonomia de vôo que faz com que realize uma quantidade enorme de escalas num percurso internacional. Só dá pra ir até o Paraguai sem escalas. Além do risco, óbvio na alcunha, há ainda o constrangimento das viagens intercontinentais. O avião em questão não é um patrimônio do presidente Lula, mas sim da República Federativa do Brasil. O toque de mau gosto é o nome dado ao avião: "Força Aérea Um". Acho que já vi esse nome antes, e não tenho muita simpatia por ele. Mais um imitação imbecil. Talvez falte ao presidente Lula um pouco de atenção às lições do ex-presidente José Sarney (sem querer defendê-lo, peloamordedeus!), que falava muito de uma certa "liturgia do cargo", algo como aquele ditado que diz que "à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta". Lula ajuda aqueles que incentivam a visão preconceituosa contra sua origem e liderança, esta inegável, quando se deixa levar pelo deslumbramento. Alguns de seus assessores próximos já se deslumbravam em torno da burocracia sindical, mas convenhamos, estão passando das medidas. Vejam as críticas feitas ao filho do Lula em razão da festança com os amiguinhos as custas do dinheiro público. Deviam contabilizar as despesas e descontar do salário do presidente ou dos responsáveis pelo convescote. Fosse o PT oposição a esta hora já haveria um requerimento de CPI nos corredores do Congresso.
Escrito por Toni às 20h27
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Um dia inesquecível
Sempre guardamos alguns acontecimentos de maneira especial. A minha maior emoção foi o nascimento do meu filho. Indescritível! Agora tem uma outra data que ficará na memória para sempre: 22/03/1980. Neste dia alguns amigos organizaram uma festa surpresa para comemorar os meus 18 anos, daquelas de não se esquecer para o resto da vida. Morava em Varginha (pré-ET) e tinha um enorme grupo de amigos de escola, trabalho, teatro e tantas andanças por aquela cidade. Passei o meu aniversário em São Paulo, com meus pais e meus avós e logo depois retornei a Varginha. Estranhei, pois ninguém me cumprimentou ou fez festa ao me ver. Parecia que todos tinham esquecido da data. Isso era imperdoável para alguém como eu, sempre tão zeloso em distribuir alegria e tão presente na vida dos amigos. Fiquei muito triste, decepcionado mesmo! Era uma carência só. Paulo, meu grande amigo, convidou-me então para o aniversário de sua irmã, como se o meu não tivesse existido! Que afronta. Tive vontade de dizer não, mas a possibilidade de encher a cara e posar de coitado me convenceu a ir. Ele armou toda uma encenação, dizendo que algumas amigas de colégio também foram convidadas, e que nós iríamos buscá-las, etc. e tal. Muito a contragosto fui com ele à casa de Delba, uma amiga muito querida. Quando chegamos a casa, ela já estava à porta, pronta para sair. Veio com uma desculpa esfarrapada, que não poderia ir conosco, pois tinha o aniversário de um amigo muito importante e querido. Vejam minha situação: relegado às traças, indo até a casa dela para encontrá-la e aí me vem com essa justificativa tola! Tive um chilique! Ela então nos convidou para entrar, tomar uma água ou uma cerveja. Quando entrei na casa da Delba e ela acendeu a luz, lá estavam todos, um montão de amigos, festejando-me. Fui às lágrimas como de hábito. O melhor ainda estava por vir. Como só acontece em festas de colegiais, alguns amigos armaram toda uma situação para que eu vencesse a timidez e conseguisse me aproximar do meu primeiro amor. Já havia me apaixonado antes, mas nunca como daquela vez. Era uma mulher altiva, forte, de muita coragem, que sempre admirei, uma amiga de todas as horas. Não era a menina mais bonita, mas quando ela sorria eu perdia completamente os sentidos. Terminamos aquela noite um nos braços do outro, contando estrelas e roubando beijos, marcando o início de uma das melhores fases de minha vida, que mais tarde, como acontece com quase todos os seres do sexo masculino, atirei pela janela, mas aí já é outra história. Abraços
Escrito por Toni às 20h24
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Um outro tempo
Estava lendo um blog de uma aluna do Cursinho da Poli, aí bateu uma saudade danada de um tempo que já vai longe. Na década de 70, morando em Varginha, comecei a atuar como ator amador para vencer minha timidez. Isso foi no Colégio Marista, em 1976. Passei a fazer parte do grupo de Teatro do colégio que depois se ampliou para fora dos muros deste. Estudamos muito, com o apoio do professor Marcos Mazeli (educação artística) e depois de outros que chegaram, conhecedores de outros cantos e contos, inclusive de São Paulo e Rio de Janeiro, como os grandes camaradas Zé Nilton e Ilclemar Nunes, dentre outros. Foi nesse tempo que todo um grupo de jovens adolescentes tiveram o prazer de conhecer Grotowski, Stanislavski, Boal, Brecht, Maiakowisk, Ionesco e tantos outros. Algumas leituras e discussões significaram o ponto de partida para a imersão nas questões sociais e políticas da época, plena Ditadura Militar. Textos como A Resistência, Muro de Arrimo, Dois perdidos numa noite suja, Os saltimbancos, Um grito parado no ar, Eles não usam black-tie, dentre tantos outros, além das criações próprias do grupo, enlevavam nossa alma naquela pacata Varginha (pré-ET). Isso ao lado dos clássicos de Martins Penna, Jorge Andrade, Ariano Suassuna e também releituras do Opinião e Arena. Tentávamos assim suprir as carências culturais próprias e da cidade. Foi a boa época dos Festivais Estudantis de Teatro, levado adiante pelo saudoso Mauro Teixeira, mas também foi tempo de brigar com a censura de professores, diretores, delegados de ensino e delegado de polícia. Um destes pediu que não se encenasse "O Noviço", texto de Martins Penna, com o estúpido argumento de que ele incentivava a desobediência paterna e, por analogia, a desobediência a autoridade constituída. Bons tempos estes, em que, apesar do medo e da opressão, jovens de uma cidade interiorana, reuniam-se para pensar e agir. Abraços.
Escrito por Toni às 20h22
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Tomografia impossível!
Gente, trago essa história aqui porquê não agüento mais contá-la nas mesas da vida.
Seguinte, corria o ano de 1997 e fui atacado por uma “paralisia facial”.
Fui até o Hospital Universitário, depois de dois dias entortando a boca, temendo o pior.
Atendido no pronto-socorro por um jovem estudante de medicina, este solicitou uma tomografia para avaliar melhor o quadro, não sem antes me encher de porrada para testar meus reflexos.
A primeira luta foi pra subir na maca. Insisti com os enfermeiros que não era necessário, depois de levar uma baita bronca, subi.
Ao chegar no RX do HU fui recebido pela médica responsável e pela sua zelosa enfermeira, que ao me ver exclamou: ão bhai cabher! A desgraçada além de pessimista era “fanha”. A médica, muito simpática, retrucou: imagina, semana passada atendemos um bem mais forte!
Fomos pra sala de exame e a enfermeira resmungava: ão bhai cabher, ão bhai cabher!
Esperei alguns minutos e, como estava muito tenso, dormi. De repente acordo com um barulhão, a máquina parecia uma catapulta, jogando-me dentro de um estreito túnel numa rapidez incrível. De novo, os mesmos movimentos...e mais uma vez...depois da quarta tentativa saí a médica do seu posto, com o raio da enfermeira atrás falando: ão fhalei que ão ia cabher!
A médica educadamente se desculpou: sabe como é moço, a máquina está regulada para suportar apenas 120 kg, acho que o senhor está um pouco acima, mas fique tranqüilo, pelo relatório o seu quadro é viral, não há sintoma de “avc”, blá, blá, blá.
Voltei para o pronto-socorro, lá o estudante-médico pediu que eu aguardasse a chegada da sua professora. Assim que ela chegou veio me ver e após uma nova sessão de tapas me liberou garantindo que não havia nenhum comprometimento maior, e que tudo não passava de um quadro viral.
Até aqui repousa boa parte da verdade, mas, meus amigos de Geografia não podiam deixar barato e soltaram uma versão, com adendo. No adendo afirmavam que o único tomógrafo capaz de suportar meu peso estava no Jardim Zoológico e pior, quando cheguei lá o elefante concordou em ceder a vez, mas o hipopótamo ao me ver ficou irredutível, com medo de que eu quebrasse a tal máquina.
Abraços.
Escrito por Toni às 20h20
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Alma lavada e quase enxaguada*
O Chile nos oferece uma lição de justiça: o ditador Augusto Pinochet está às portas da cadeia!
Criminoso confesso, junto com outros generais integrantes das famigeradas ditaduras da região, planejou e executou a “Operação Condor”, uma verdadeira Internacional Terrorista, que prendeu, seqüestrou, “desapareceu” e assassinou milhares de militantes políticos no chamado Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai). Significou a “globalização” do terrorismo de estado, com o patrocínio da CIA.
Enquanto Argentina e Chile, a duras penas, lutam para trazer à tona os horrores do passado, fazendo disso uma lição histórica, limpando a honra dos que se foram, dando uma satisfação aos seus familiares e mostrando as novas gerações que tais fatos não podem ser repetidos, aqui tapamos o sol com a peneira, não apresentamos os corpos das vítimas, embora muitos dos seus algozes, ainda vivos, possam mostrar onde os enterraram, criamos um sistema de indenizações que perpetua desigualdades e põe preço ao sofrimento daqueles que lutaram pensando num mundo melhor e fraterno e, ao mesmo tempo, precifica também a tortura e o assassinato.
Algumas pessoas tiveram a honradez de negar-se a receber tais indenizações , embora reconheçam que, por necessidade, outras possam recebê-las, mas questionam algumas delas, exageradas, como a que recebeu o jornalista Carlos Heitor Cony.
Os arquivos do exército, marinha e aeronáutica, assim como dos órgãos estaduais da repressão política têm que ser abertos imediatamente. É um dever moral e histórico do governo Lula!
O golpe militar de 1964, assim como suas conseqüências danosas para o Brasil, precisa integrar os currículos escolares, não podemos esquecer e não podemos perdoar, não podemos correr o risco dessa história triste repetir-se.
Abraços.
*citando Odorico Paraguaçu, personagem da peça “O Bem Amado”, de Dias Gomes.
Escrito por Toni às 20h18
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Assim o ano novo será proibido
Faz tempo que não temos tantas desgraças numa única semana.
Acabo de ler sobre um incêndio na Argentina: 170 mortos.
Israel assassinou onze palestinos nas últimas 24 horas em Khan Yunes.
Onda de frio mata 47 pessoas no México
No Paquistão um acidente envolvendo um ônibus e um caminhão tanque provocou 31 mortes.
Em Mumbai (Índia), 71 mortos por consumir álcool adulterado.
Inundações no Irã: 20 mortos.
Prédio explode na França: 17 mortos.
Ônibus e caminhonete se chocam em Moçambique: 12 mortos.
Ásia: 125 mil mortos numa das maiores catástrofes da história!
Carros-bomba continuam a produzir cadáveres no Iraque, Arábia Saudita, Espanha...
Além da violência em Honduras, México (particularmente Cancun), Colômbia e, claro, Brasil, com os ataques aos sem-terra (tanto do MST com do MLT), ação do crime organizado no RJ, balas perdidas (SP e RJ), violência gratuita (brigas resolvidas à bala)...
Vivemos uma Guerra Civil, como atesta Marilene Felinto em artigo na página 9 da Caros Amigos deste mês.
Para quem gosta de boa leitura Caros Amigos está imperdível, com uma bela entrevista com Carlos Lessa (ex-BNDES), artigo de Gershon Knispel relembrando seus encontros com Arafat, dentre outras preciosidades.
Escrito por Toni às 20h05
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Bar dos Cornos
Bar dos Cornos
Quem ainda não conhece não faz idéia do que está perdendo! Com uma decoração, digamos, "sui generis", mostra muitas curiosidades sobre a propriedade de ser chifrado, corneado, traído, etc. e tal. O cardápio está repleto de iguarias próprias do Nordeste brasileiro. Recomendo a fava com carne ou a mocofava, isso se a fome for grande. Para petisco tem um jabá na manteiga que é uma delícia. Estivemos lá na sexta-feira. O Jaime Ernesto, meu filho, adora as bugigangas esparramadas pelo ambiente. Encontramos com amigos pedagogos(no sentido elogioso do termo), com os quais convivemos desde os tempos da Faculdade de Educação da USP e também colegas de trabalho da Ana Lúcia (a "patroa") na Aliança Francesa. Abraços.
Texto publicado em 22/12/2004.
Escrito por Toni às 20h04
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O natal é um saco!
Povo, esse papo de Natal enche o saco! Festa brega, repleta de hipocrisia e "xaropadas". A começar pelo famoso amigo secreto na empresa. Melhor seria se chamado de "inimigo declarado". Depois a melancolia, pois não é que o tal de natal é sempre pertinho da virada do ano, ou seja mais uma convenção para que nos lembremos de que estamos envelhecendo rapidamente e que nossos sonhos ficaram para trás. Sinceramente: deprimente! Ainda mais por não ter coragem de romper com isso. Então é um tal de peregrinar por casa de mãe, sogra, irmã, etc. e tal. Tentei contar para o meu filho que esse safado do Papai Noel é uma invenção burguesa, que serve ao desejo contínuo de lucro do capitalismo, mas fui censurado pela minha mulher. Ela afirmou que uma criança que acaba de fazer 5 anos não tem como entender esse termos. Discordo, mas em nome da paz "natalina" calei-me. Em janeiro vou levá-lo para um passeio na Praça da Sé, para conhecer um pouco da vida dos moradores de rua e depois a um assentamento do MST. Aliás minha mulher me proibiu de usar expressões como "concentração fundiária", "renda diferencial da terra", "camponês", "latifundiário"...com a mesma lenga-lenga de que uma criança com 5 anos não consegue compreender tais conceitos. Mais uma vez cedi. Dessa maneira não conseguirei educar meu filho como um verdadeiro revolucionário. Abraços.
Texto publicado em 21/12/2004
Escrito por Toni às 20h02
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Itereí
Olá gente!
Semana passada, nos dias 11 e 12, houve um estrondoso encontro da "turma da Geografia", contando com alguns agregados é claro, num sítio em meio a remanescente de Mata Atlântica, num lugar lindo e calmo, onde nem mesmo o celular dá sinal de vida...pena que choveu muito, mas muito mesmo!
Só pra se ter uma idéia até mesmo um "jipe", tração nas 4, ficou atolado.
O meu carro atolou duas vezes e eu uma! Verdade, fiquei atolado na lama até os joelhos, o que me fez cair de boca na lama.
Detalhe: faltou luz! Isso comprometeu parte da bebedeira, mas não o seu todo.
A diversão, com truco, boa música, piadas novas e velhas e tombos hilariantes esteve garantida todo o tempo.
Esses eventos são ótimos e restauradores.
Texto publicado em 20/12/2004
Escrito por Toni às 20h00
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Cuba liberta dissidentes
Boas notícias! Cuba está libertando uma série de presos políticos, condenados em 2003, quando da última ofensiva política estadunidense contra a Ilha. Os analistas internacionais estão perplexos, pois as autoridades cubanas não soltaram um único comentário sobre a ação (até ontem pelo menos). Sempre falo maravilhas do sistema educacional e do sistema de saúde de Cuba. Aos meus alunos sempre condenei as prisões políticas, sejam elas onde forem. Apenas fico irritado com a grande mídia porquê faz um estardalhaço danado quando se trata de Cuba, mas calam-se quando o papo é com Estados Unidos da América. Aliás tem uma matéria excelente na versão digital do Granma , tratando de uma conferência com correspondentes de guerra que realizar-se-á em Havana.
Texto publicado em 3/12/2004.
Escrito por Toni às 19h57
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E a Fuvest?
Bom dia a todos! A prova de Geografia da Fuvest estava fácil, no meu modo de ver. Tradicional, embora com algumas questões contextualizadas, como a primeira, com o mapa "criativo" do mundo, uma outra sobre a Internet e aquela sobre os Créditos de Carbono. E sua opinião? Como foi o seu desempenho (alunos)? E os colegas, o que acharam da prova?
Texto publicado em 29/11/2004
Escrito por Toni às 19h55
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Hoje tem Fuvest
Desejo aos meus alunos e ex-alunos uma ótima prova e todo o sucesso do mundo! Logo mais a tarde participarei da correção no portal do CPV Vestibulares (www.cpv.com.br), também estarei torcendo pelo sucesso dos meus amigos professores do Cursinho da Poli, que farão a correção ao vivo pela Rádio USP FM (93,7). Tomara que a FUVEST faça a prova dos nossos sonhos: inteligente, abrangente e coerente com o programa do ensino médio! Abraços e até logo mais.
Toni
Texto publicado em 28/11/04
Escrito por Toni às 19h54
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Unicamp aceitará duas respostas na questão 8
Unicamp: problema na questão 8 Hoje aconteceu a primeira fase do vestibular da UNCAMP. Normalmente só temos elogios, mas neste ano algo mudou. A prova de geografia foi estranha, pra dizer o mínimo. Além disso a banca examinadora terá um problema pra resolver. Trata-se do item c da questão 8. Vejam o enunciado: Um avião cargueiro decola da cidade de Rio Branco (AC) às 21 horas do dia 21 de novembro de 2004, com destino ao aeroporto internacional de Viracopos, Campinas (SP). Sabe-se que o vôo terá duração de 5 horas e que a cidade de Rio Branco (AC) está a dois fusos a oeste do fuso da hora oficial do Brasil. Qual será o horário e o dia da aterrissagem do avião no aeroporto internacional de Viracopos? A questão é bastante simples. Pra começar acerte o seu relógio com o horário de destino, sabendo que Campinas está dentro do fuso oficial do Brasil (- 3 GMT). Assim sua partida será às 23 horas. Some 5 horas de vôo. A chegada em Viracopos será às 4 horas do dia 22 de novembro. Então por que o relógio do aeroporto de Viracopos marca 5 horas? Óbvio, Campinas está em pleno horário de verão, enquanto o Acre não participa do horário de verão. A meu ver, com o apoio do professor Edílson (Cursinho da Poli), a resposta seria "5 horas, horário de verão, do dia 22 de novembro de 2004". Na página do Terra Vestibulares a resolução do COC diz 4 horas, assim como a do Anglo Vestibulares, e também as resoluções do Objetivo e do Etapa publicadas no Fovest. A Unicamp não cultiva o hábito desse tipo de "pegadinha", temos que aguardar então o pronunciamento da Coordenação da prova. Texto publicado em 21/11/2004
Está na Folha de São Paulo de hoje (23/11/): a Unicamp aceitará duas respostas para o item C da questão 8, uma considerando o horário de verão (chegada às 5 horas em Viracopos) e outra sem considerá-lo (chegada às 4 horas em Viracopos). Grande cochilada da Unicamp, coisa que não é normal, considero um dos melhores vestibulares do país, sempre cuidadoso e criativo. Desta vez pisaram na bola.
Escrito por Toni às 19h50
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