Prof Toni
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Jaguaré, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Política, Livros
MSN -
Histórico
13/08/2006 a 19/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
30/07/2006 a 05/08/2006
23/07/2006 a 29/07/2006
16/07/2006 a 22/07/2006
09/07/2006 a 15/07/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
25/06/2006 a 01/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
11/06/2006 a 17/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
30/04/2006 a 06/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
09/04/2006 a 15/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
26/03/2006 a 01/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
05/03/2006 a 11/03/2006
26/02/2006 a 04/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
05/02/2006 a 11/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
15/01/2006 a 21/01/2006
08/01/2006 a 14/01/2006
18/12/2005 a 24/12/2005
04/12/2005 a 10/12/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
18/09/2005 a 24/09/2005
11/09/2005 a 17/09/2005
04/09/2005 a 10/09/2005
28/08/2005 a 03/09/2005
07/08/2005 a 13/08/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
26/06/2005 a 02/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
12/06/2005 a 18/06/2005
05/06/2005 a 11/06/2005
29/05/2005 a 04/06/2005
15/05/2005 a 21/05/2005
08/05/2005 a 14/05/2005
01/05/2005 a 07/05/2005
24/04/2005 a 30/04/2005
17/04/2005 a 23/04/2005
10/04/2005 a 16/04/2005
27/03/2005 a 02/04/2005
27/02/2005 a 05/03/2005
20/02/2005 a 26/02/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
06/02/2005 a 12/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
Outros sites
Brisa do Sul
Blogosfera M@rli
Reflexões
Praromperodia
Sites e dicas interessantes para professores
Palavra Aberta
Lousa Digital
Contra Mare
Folha de Cima - Poesia
Revista CartaCapital
Revista Nova-e
Geografia e Educação

 


Equador: crise sobre crise

Está difícil compreender a crise atual do Equador. Primeiro porquê nem bem termina uma e começa outra, depois em razão do noticiário que nos chega, por meio de agências noticiosas com traduções horrorosas, fica difícil compreendermos o que se passa.

As informações contidas no Terra parecem coisa de desvairado. O UOL hoje começou a acertar na cobertura. Características comuns: falta de análise e de crítica.

Algumas notícias dão conta que 62 deputados decidiram declarar o "abandono do cargo" por parte do presidente Lúcio Gutierrez e que o seu vice, Alfredo Palacio, assumiu prometendo cumprir a constituição, coisa que não o faz desde agora, pois não há, na constituição, nada que legitime o afastamento do presidente. Não que Gutierrez não tivesse feito das suas, mas o processo de afastamento constitucional teria que passar pelo impeachment.

O presidente Gutierrez foi eleito em 2002 trazendo uma longa lista de promessas ao povo sofrido e explorado do Equador. Povo que foi às ruas e conseguiu botar dois presidentes pra correr, mas que não possuía um projeto político de poder e viu no coronel populista uma resposta aos seus anseios. Rapidamente as promessas foram atiradas ao lixo e fez-se o acerto com os EUA, FMI e as empresas de petróleo.

Ao mesmo tempo em que traía os compromissos populares tentava associar-se a uma fatia dos eternos poderosos que comandam aquela pequena nação, rica em petróleo. Resultado, perdeu o apoio e a confiança dos primeiros sem ganhá-los do segundo grupo. Manteve-se no poder enquanto teve respaldo militar.

Interessante, mesmo com todos esses problemas, vermos as cenas de TV e compará-las ao que diz o narrador. Mostram populares atacando o local onde se reúnem os parlamentares golpistas, conflitos de rua entre grupos opositores, mas sem que se esclareça quem é contra ou a favor do presidente deposto, ou se existem grupos que são contrários ao presidente deposto, ao novo presidente, à Suprema Corte (estopim da atual crise), enfim, falta informação e sobra imagem.

Aguardemos os acontecimentos, enquanto notícias animadoras podem ser antevistas no noticiário confuso, como a formação de Assembléias Populares para pressionar o atual presidente Alfredo Palacio.



Escrito por Toni às 22h19
[] [envie esta mensagem]




www.nova-e.inf.br




Escrito por Toni às 22h39
[] [envie esta mensagem]




De volta para o passado

O anúncio do aumento da taxa Selic para 19,5% ao ano causou algum espanto no "mercado", que dizer então dos seres humanos comuns!
Lembramos que a taxa básica de juros atingiu o seu apogeu em janeiro de 2003, compreensível ante o terrorismo eleitoral praticado pela mídia e pelos partidos derrotados nas eleições presidenciais de 2002.
Logo depois que o bicho mostrou ser bem mais manso e muito dócil ao sistema financeiro e ao FMI começou um movimento descendente, permanecendo em 16% entre abril e agosto de 2004.
A partir de setembro de 2004 o inferno se fez presente novamente. Parece-me que o governo deseja se superar.
Como não sou economista tento pensar dentro de uma lógica que, tenho certeza, os doutos chamarão de simplista: se o governo sobe os juros para conter a inflação (crédito caro reduz a demanda), quer dizer que atingiríamos o paraíso se ninguém comprasse coisa alguma? Ou seja, para que o nosso capitalismo tenha sucesso não devemos consumir!
E depois ainda falam em reeleição...



Escrito por Toni às 22h29
[] [envie esta mensagem]




O cinema entra em cena: a memória de um tempo de lutas

Lendo Carta Capital outro dia me deparei com notícias ótimas: três filmes que entraram em cartaz agora no mês de abril, trazem a ditadura militar, como tema ou pano de fundo. Cabra-Cega, Quase Dois Irmãos e Araguaia, a Conspiração do Silêncio prometem, pelo menos pelas intenções.
A pesquisadora Taís Moraes e o jornalista Eumano Silva trazem a luz uma análise mais completa da Guerrilha do Araguaia no livro Operação Araguaia - os arquivos secretos da guerrilha (Geração Editorial).
Será que conseguiremos recuperar nossa memória?
Episódios assim são importantes para mostrarmos aos jovens que essa história de pacatice do povo brasileiro é conversa para boi dormir.
Lembro-me de palestras memoráveis do historiador Clóvis Moura, sobre a resistência dos escravos no Brasil. As lutas por ele relatadas cuidaram de apagar da minha memória um livro sobre a abolição que li na 4ª série do ensino fundamental, num determinado momento relatava a visão de um observador estadunidense sobre a abolição: "o que no meu país custou muito sangue vocês conseguiram com rosas...", ou algo assim, afinal você não vão querer que eu me lembre textualmente de algo que li a 30 e tantos anos.
Hoje a mística do brasileiro pacífico e cordial cambaleia por aí, mesmo diante da guerra civil não declarada que vivemos.



Escrito por Toni às 00h15
[] [envie esta mensagem]


[ ver mensagens anteriores ]