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1º de Maio - quando o sonho desaparece
Nunca vivi um Primeiro de Maio tão deprimente como este.
Sinto-me traído pelo Partido que ajudei a construir e pelo presidente que ajudei a eleger.
Sinto-me traído pelo movimento sindical, outrora chamado de "combativo" e que hoje adormece nos braços do governo. Não reconheço a Central Única dos Trabalhadores que faz um 1º de Maio com Zezé di Camargo e Luciano, KLB e outros famosos da grande mídia. Que a Globo faça dessas figuras suas atrações principais. A CUT é que não pode reproduzi-las, faça-me o favor!
E pensar naqueles abnegados que sempre subiram aos palcos da Central em troca de poucos miúdos, mas que se identificavam com o povo trabalhador, que traziam mensagens que poucos tinham oportunidade de ouvir...quanta saudade! Seria nostalgia da "quase terceira idade"?
Nem sempre foi assim. Vejam o artigo escrito em 2001, por um dirigente da CUT (clique aqui para ver o artigo na íntegra): No Brasil, a CUT, neste ano de 2001, como sempre fez, chamou os trabalhadores para um 1º de Maio de luta. Ou seja, a continuar a tradição dos trabalhadores do mundo inteiro. Um 1º de Maio comemorado sem governo e sem patrões. Um dia de reafirmação das nossas reivindicações. De defesa do que já conquistamos. Dia de reforçar a união dos trabalhadores enquanto classe explorada que luta para acabar com toda forma de exploração e opressão. Dia de gritar bem alto que o socialismo é a única alternativa à barbárie própria do capitalismo. Esse é o sentido histórico do 1º de Maio.
As críticas que ele faz às outras centrais podem ser repassadas à CUT, com exceção dos sorteios de carros e apartamentos (não sei por quanto tempo).
Resta-me chorar os mártires do 1º de Maio.
Escrito por Toni às 16h17
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Governo Lula vai criar um "proer pra saúde"?
Estou aqui nas minhas leituras de domingo e confesso-me completamente abestalhado. Vejamos:
- governo Lula prepara socorro aos planos de saúde. Isso mesmo, o governo vai pegar o dinheirinho do contribuinte (via BNDES) e emprestar aos capitalistas sanguessugas, aqueles que sobrevivem às custas da falência do sistema público de saúde. Juro que não compreendo esse governo, quando oposição berrava contra isso, eu a fazer-lhes eco, a todos os pulmões.
- o mesmo governo, por meio do mesmo BNDES, com o mesmo sagrado dinheiro do contribuinte, promete uma força para a Varig sair do buraco.
- por falar em BNDES ele vai assumir também o rombo da privatização das ferrovias.
Os dois primeiros tópicos são de exclusiva responsabilidade do atual governo. No primeiro caso diz-se que o financiamento servirá para fomentar fusões (monopólio?), salvando assim a saúde complementar, tão importante para a sociedade, não só pelo serviço prestado mas também pela quantidade de empregos que gera, etc. etc. No tocante a Varig o argumento central é o da proteção a uma empresa nacional, além dos milhares de empregos que gera, etc. etc.
Com relação aos rombos da privatização, tanto das ferrovias, quanto das distribuidoras de energia, está faltando cadeia para alguém. Se os contratos foram mal feitos a ponto de deixar os usuários em risco, alguém prevaricou e isso é crime! Estando no governo, mesmo que sentado na ponta da cadeira, o PT tem os elementos para investigar e propor à justiça as devidas punições. Se não o fizer será conivente, mais uma vez, com aqueles entreguistas, que venderam o país na bacia das almas e ainda se gabam pela eficiência com que o fizeram.
Escrito por Toni às 13h51
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