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Londres: ataque anunciado
Antes que venham as pedras, aviso: não estou, em absoluto, defendendo o ataque feito aos civis hoje em Londres. Feito o alerta preventivo vamos aos fatos. Todos os indícios apontam para uma facção islâmica radical, provavelmente um braço da Al-Qaeda, embora, como ressalta o escritor Tariq Ali, em artigo publicado na Agência Carta Maior, não seja este o único grupo terrorista em ação, como responsável pelo ataque terrorista no dia de hoje (7/7) à cidade de Londres. Tony Blair culpou a pobreza pelo terrorismo. Não entendemos da mesma maneira. Embora saibamos que o "general estômago" seja, de fato, um grande comandante, este atentado soma-se ao de Madri, como marco contra a invasão do Afeganistão e do Iraque. Quando os EUA ignoraram a ONU e partiram, junto com aqueles com quem mantêm conjunções carnais, para tomar uma expressão do boquirroto Carlos Menem emprestada, Osama bin Laden conclamou a vingança. Sabemos que os procedimentos das tropas invasoras não primam pelo respeito à Convenção de Genebra. Basta um rápido olhar sobre Abu Grhaib ou a prisão na base de Guantánamo. Ou ainda as ações diárias em território iraquiano, com o relato de morte de milhares de inocentes, além da presunção e arrogância presentes nos rostos dos imbecis fardados, sejam de nacionalidade estadunidense, britânica, italiana, australiana, etc. Esses são os verdadeiros fermentos do terrorismo. O terrorismo de estado, praticado indiscriminadamente contra os povos dominados pela força, forma os homens-bomba que vingarão os seus, espalhando o medo entre aqueles que tiveram o infortúnio de ver seus governantes de mãos dadas nesta aventura imperialista comandada por Bush Jr. Pelas palavras atribuídas a Osama bin Laden ainda falta acertar contas com o Japão e a Itália, se não estou enganado. A Espanha aprendeu a lição, mas precisou de sangue em suas praças para retirar suas tropas do Iraque. Será que a Inglaterra, que por meio de seus governantes só faz repetir os falsos argumentos de Bush Jr., seguirá o exemplo?
Escrito por Toni às 11h56
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Os tucanos afiam os bicos
É de lamentar a propensão para o show da notícia. Claro que os escândalos que aparecem dia sim e outro também devem ocupar papel de destaque nos jornais, revistas e TV, mas daí a esquecer o "resto" aos cantos ou pés de página vai uma distância muito grande. Soubemos, por meio de pequenas notas, desprovidas de críticas, que o prefeito José Serra cortou as verbas orçamentárias destinadas ao transporte público, por isso o reajuste das tarifas. Isso sim é transferência de renda: dos mais pobres para os mais ricos, como reza o catecismo do tucanato. Da mesma maneira reduziu as verbas para os CEUs e paralisou as obras em andamento. E o que dizer da saúde pública, sua principal arma contra a madame Suplicy? Cortou medicamentos, investimentos e extinguiu pontos de atendimento. Já o "gerente" Alckmin descobriu um eficiente panfleto eleitoral: a cultura. As transmissões da Copa das Confederações eram recheadas de agradecimento ao presidente da Fundação Padre Anchieta, as apresentações da OSESP, com uma dotação orçamentária nunca vista, é precedida de agradecimentos ao governador e ao presidente da fundação (recém criada par angariar verbas na iniciativa privada), ninguém menos que o "salvador da pátria" Fernando Henrique Cardoso. Quanto ao jornalismo da TV Cultura então, sem comentários! O programa Roda Viva que entrevistou o Roberto Jefferson nem questionou as denúncias que ele lançou sobre o PSDB. Amanhã será a vez do José Genoíno, vamos ver se o tratamento será tão dócil como foi o dispensado ao ACUSADO de corrupção, deputado Roberto Jefferson. Vejam, não se trata de defender fulano ou sicrano, mas sim de cobrar da imprensa um papel crítico em relação aos fatos e não apenas o fato fabricado pelo consenso "show-midiático".
Escrito por Toni às 11h56
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