Prof Toni
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Jaguaré, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Política, Livros
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Nova Schin e os velhos preconceitos

Embora crítico do consumismo bestial que nos assola sou um grande admirador da criatividade da nossa propaganda. Freqüentemente as peças publicitárias produzidas para a TV tornam-se atração principal da programação, pelo menos no meu modo de ver.
Só que as vezes esses moços e moças da criação escorregam.
Neste período de festas tive a atenção despertada pela propaganda da Nova Schin: ela mostra dois moços andando pela cidade e de repente eles passam a ser perseguidos por um bando de velhinhas assanhadas, com suas bengalas, cadeira de rodas, chales e outros adereços estereotipados.
São salvos desse bando indesejável por um dono de botequim atento que lhes franqueia o ingresso num congelador da Nova Schin.
Na peça seguinte são atendidos numa praia, com um monte de bundas à mostra, pela saracotiante, feliz e bela Ivete Sangalo.
Achei de péssimo gosto.
Somos uma nação que não respeita o idoso, que é visto pelo poder público como mais uma despesa sem retorno, como estorvo. Não se cultiva o respeito pela experiência, pela vida vivida, pelas mãos calejadas e trêmulas, pelas dificuldades que o avançar dos anos oferece a maioria de nós.
Os poderosos até aprovaram um projeto, Estatuto do Idoso, para limpar a consciência.
É uma propaganda que longe de ser engraçada é danosa e deseduca, estimula o preconceito e presta um grande desserviço à sociedade.
Fico pensando como tal peça pode passar sem ser notada pelos críticos, intelectuais, comunicólogos e outros que tais.

Texto publicado em 28/12/04.



Escrito por Toni às 22h36
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O salário dos deputados subiu no telhado

Acabo de ler na edição on-line do Jornal do Brasil que o salário dos nobres deputados não serão mais reajustados, ao que tudo indica em razão da atitude do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) que se recusou a participar de uma manobra regimental conduzida por Severino Cavalcanti mas coordenada pelo ministro do STF Nelson Jobim.

Consta na reportagem que o próprio ministro articulou a manobra junto aos líderes dos partidos na Câmara.

Então, cadê a imprensa para bradar pela independência dos três poderes? Quando um integrante do governo vai conversar com alguém do judiciário chamam de interferência, mas quando alguém do judiciário, um ministro do Supremo, vai aos nobres deputados ensinar-lhes a manobrar em causa própria ninguém grita?

Vamos esperar para ver o que a Folha de S.Paulo vai falar sobre o assunto.

Agora não se iludam! Tenho a mais absoluta certeza que o Severino (PP-PE) não desistiu de melhorar seus parcos proventos, basta uma cochilada da opinião pública e virá aumento para todos: deputados, senadores, juízes, etc. e tal.

Nesta semana entrará no Senado o projeto que trata da reforma sindical. Ainda não li o texto na íntegra, mas se for parecido com aquilo que a Folha de S. Paulo divulgou teremos Getúlio e Mussolini bailando de mãos dadas por aí.

Por falar em reforma, compensa uma leitura atenta da Carta Capital desta semana, principalmente os artigos sobre a Reforma Universitária. Até que enfim uma reportagem lúcida e ampla sobre o assunto, ouvindo vários dos atores envolvidos e com bastante isenção.

Texto publicado em 3/3/05.



Escrito por Toni às 20h42
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Mais um espetáculo tosco

Não pude assistir a todo o depoimento da senhora Renilda, esposa e sócia do supervilão Marcos Valério, na CPMI dos Correios.
Do pouco que vi, não gostei de quase nada. Perguntas fora de propósito, showmícios contra e a favor do governo, pré-julgamentos acompanhados de sentenças definitivas e, para terminar com chave de ouro, referências ao filho que morreu, religiosidade, e outras coisas sem nenhum nexo com as investigações.
Nove horas de depoimento e o que trouxe de novo? Rigorosamente nada, exceto a menção a reuniões do ex-ministro José Dirceu com representantes dos bancos BMG e Rural, reuniões que ela tomou conhecimento a partir de uma informação do seu marido, Marcos Valério, ressaltando que ele não esteve presente nestas reuniões.
Pouco. Para o barulho e ânsia dos senhores e senhoras, deputados e senadores, muito pouco!
Interessantes algumas abordagens, como aquela "pergunta" do deputado (a) X:
- com todo respeito que vossa senhoria merece, és mentirosa ou laranja!
Resposta da senhora Renilda:
- estou falando a verdade!
Se fossem possíveis aqueles balões de histórias em quadrinho, aqueles ligados por bolinhas, a resposta (em pensamento) poderia ser assim:
- e o nobre deputado é um safado, um vendido e um mentiroso! E tem mais...
Pelo menos haveria novidade.
Outro deputado acusou a CPMI de esconder documentos. O presidente da CPMI respondeu que as dificuldades estão postas para todos, que a CPMI está pegando no pé dos bancos, mas que tem parlamentar vazando documentos sigilosos para imprensa, o que leva a publicação de fatos incompletos ou mesmo enganosos quanto a determinadas pessoas e instituições.
Nenhuma pergunta sobre o fato que move está CPMI: corrupção nos correios.
Por outro lado a CPMI do Mensalão começa com uma encrenca: o presidente é acusado de receber doações (não-contabilizadas, não oficial, ou seja: CAIXA 2) da SMPB, a empresa acusada de operar o mensalão.
Assim caminha o país, enquanto o povo, ora o povo!



Escrito por Toni às 12h11
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Até o osso

Prof. Flávio Aguiar

O PT deve explicações a muita gente. A Antonio Candido, a Ab'Saber, a Zilah Abramo, ao catador de papel que atravessou Porto Alegre a pé, de bandeira em punho, para votar no "seu" partido. Mas, para isso, vai ser necessário cortar além da carne.
A certa altura desta crise o presidente Lula disse que, se fosse preciso, se cortaria na própria carne. De certo modo isso já está acontecendo, com as mudanças na direção do partido e em certas atitudes, como a de se livrar da luxenta sede em Brasília. Mas só isso não é suficiente. Vai ser necessário cortar até o osso.
Não adianta substituir este ou aquele dirigente, A deixar o partido, B ser expulso e C perder força no comando. É preciso repactuar internamente o partido, repactuá-lo com a sua história, e repactuar o partido com o Brasil.
Também não se trata apenas de fazer uma troca da guarda, substituindo uma facção por outra. É hora de todas as facções, correntes, tendências e independentes se darem conta do tamanho do problema que foi acalentado e afinal explodiu, implodindo o brio da militância.
O partido - e é o partido, não apenas a sua atual direção ou a passada - não deve explicações apenas a mim ou à leitora ou o leitor que estão me lendo agora. O partido deve uma satisfação à gente como o professor Antonio Candido, o professor Ab'Saber, com Zilah Abramo e outros mais de igual quilate. O partido deve explicações ao catador de papel que atravessou Porto Alegre a pé, de bandeira em punho, com a mulher Jorçalda, para votar no "seu" partido, e partido da liberdade e da bandeira vermelha. O partido está diante da história brasileira e da esquerda mundial. O partido deve explicações à memória de gente como Graciliano Ramos e Erico Verissimo, aos marinheiros da Revolta da Chibata, aos sertanejos brasileiros de todos os massacres da nossa história, a Zumbi, a Anita Garibaldi e quantos e quantas mais.
O partido tem de dar uma satisfação ao povo brasileiro, aos povos latino-americanos, a todos os povos do mundo que ousaram erguer um pouco mais a cabeça e a espinha quando tiveram notícia de que a esquerda tinha ganho a presidência da República no Brasil. É a bravura desta gente que este emporcalhamento do Partido dos Trabalhadores está desossando, está desarticulando.
Pelo seu tamanho e por sua história o Brasil encarnou um perfil original da civilização e tem um destino a cumprir. A França teve sua Revolução, os Estados Unidos a sua Declaração da Independência, outros países tiveram seus outros momentos, até mesmo o sofrido e esmagado Haiti pelos imperialismos teve seu momento extraordinário de sediar a única revolta de escravos que já venceu seus opressores na história humana.
O Brasil tem movimentos sociais organizadíssimos; o MST é exemplo para o mundo inteiro; a CUT também é. O sindicalismo brasileiro está mais perto de suas raízes de base do que o da maioria dos países social-democratas, sem falar na desarticulação avassaladora que caiu sobre a extinta União Soviética e agora devasta também a China. O Brasil liderou experiências extraordinárias como a do orçamento participativo e por isso se tornou a sede do Fórum Social Mundial, reabrindo o futuro da humanidade e tornando-se o portal do século XXI.
Para os brasileiros que embarcaram nesta história dá orgulho andar pelo mundo e exibir o passaporte, tão admirado quanto aquele que Maiacovski mostrou no trem francês e que para espanto do fiscal era vermelho. Pois é este orgulho que o que aconteceu no Partido dos Trabalhadores, no seu coração, está trincando e achincalhando. E o que nos achincalha mais é ver o sorriso condescendente ou o riso de escárnio dos nossos inimigos no Parlamento ou fora dele, sobretudo fora dele, é ver gente escrevendo pela imprensa que o Brasil, no fundo, não tem jeito mesmo, que inglês sim é que pode se orgulhar do seu país.
O que é necessário, portanto, é reverter uma concepção política que, na prática, desistoricizou o Partido, cortou-o de sua memória, concebeu-o como um mero trampolim para o poder institucional e assim abriu espaço para quem quis vê-lo apenas como uma vereda de acesso às mordomias e favores anexos a este poder.
Há questões morais a resolver? Há. Há investigações e auditorias a fazer? Há. Há responsabilidades a cobrar? Há. Há provas a exigir? Há. Deve-se garantir o direito de defesa? Deve-se. Devemos nos tornar um partido estalinista, fuzilar primeiro e refazer a foto depois, plantando vasos onde tinha gente? Não, não devemos. A comissão de ética deve se reunir? Deve. Vai ter que expulsar gente? Vai, ou pelo menos convidar gente a se retirar, depois de examinar todas as comprovações, é claro. Vai ter de parar com isso de filiar indiscriminadamente? Vai. Vai ter de parar de considerar que o recém aliado de hoje no Parlamento é mais importante e merece mais tapinhas nas costas do que os militantes de décadas? Vai. Mas só isso não chega, porque isso é apenas a carne, e precisa chegar até o osso.
E o osso é de concepção política, o osso é conceitual, não vai adiantar apenas trocar nomes na direção (o que precisava ser feito como medida emergencial) nem mesmo vai adiantar apenas trocar de facção no comando do partido se a facção "ascendente" for se comportar apenas como facção.
É necessário que a nova direção partidária tenha consciência do seu compromisso com a história do Partido como um todo, do seu compromisso com a militância, com a memória dos mais velhos e o futuro da juventude, com a esquerda, com o Brasil, com as lutas seculares pela justiça e pela liberdade.
Sem isso, esquece: estaremos mortos pelo menos por uma geração.

publicado na Agência Carta Maior e reproduzido da Nova-e



Escrito por Toni às 11h56
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Não fui eu!

Gente, no ritmo que acontecem as investigações no Congresso, logo estaremos todos lá, sentados no banco de testemunhas, ou pior, de acusados!
A lama não será suficiente para todos. O Congresso e a sociedade poderão usar esse episódio, nascido do esquema de propina nos Correios, para uma enorme faxina no sistema político.
O maior problema é saber quem pilotará a vassoura! Fosse antes de 2002 entregaríamos a dita cuja ao PT, sem sombra de dúvida, mas e agora?
Vejamos as opções:
PT: com a direção do partido manchada até a alma, impossível, a não ser que o próprio partido cuide de limpar-se, expurgando aqueles que admitem quaisquer meios para atingir os fins. Isso só seria possível com o afastamento de boa parte do chamado "campo majoritário", que embora fale seguidamente de democracia, exercita práticas estalisnistas, centralizadoras e sem nenhuma transparência. Basta lembrar que alguns deputados queriam colocar sua prestação de contas na Internet e a cúpula partidária foi contra.
PSDB: sobre o qual pesa a acusação de comprar votos durante o mandato de FHC, inclusive para apoiar a emenda constitucional da reeleição. Ontem a Folha trouxe insinuações também sobre os procedimentos do "gerente" Alckmin. Não fosse por isso foram eles os protagonistas do maior escândalo da República, na minha modesta e ignorada opinião maior até que a "República Collorida": as privatizações. Élio Gaspari chama corretamente de privataria, episódio amplamente analisado no livro O Brasil privatizado de autoria do brilhante e saudoso Aloiso Biondi (Editora Fundação Perseu Abramo).
PTB: sócio do poder nos diversos governos, partido que surgiu da disputa entre Ivete Vargas e Leonel Brizola pelo legado getulista, nada tem a ver com o velho e aguerrido PTB das décadas de 50/60. Um bando de fisiologistas de primeira linha, que embarcaram em todos os governos, desde sua criação. O seu magnânimo presidente, Roberto Jefferson, iniciou o processo de acusações sobre o tal mensalão, aparentemente numa retaliação contra integrantes da direção do PT que tentaram incriminá-lo no esquema de propinas nos Correios, estatal que lhe "pertencia". As habilidades midiáticas de Roberto Jefferson ultrapassam o seu modesto PTB. Transformou-se de acusado em acusador, ao invés de deixar suas digitais em uma delegacia, após perder o mandato, está virando herói nacional, distribuindo autógrafos por onde passa, já tem gente falando em "RJ para presidente"! Somente os idiotas completos para acreditar nisso.
PP/PFL/PL: brincadeirinha!
PC do B: até mesmo o outrora sisudo e correto PC do B esgoela-se para defender o governo, fazendo aquilo que nem os mais ferozes oposicionistas conseguiram: enfiar a direção do PT, o PT e o governo Lula no mesmo saco contaminado. Temo que, enredado pelo jogo parlamentar como foi o PT, tenha perdido contato com as bases de sustentação social.
Imprensa: qual, aquela que vende capas de revistas para empresas suspeitas? Aquela que prega preconceito e defende Bush e o neoliberalismo na cara dura? Ou quem acha que o MST é uma organização criminosa? Ou ainda quem os órgãos que se preocupam em alavancar a vendagem de Paulo Coelho? Ou com os amores de Ronaldinho? Ou que faz a propaganda da coligação PSDB-PFL mesmo antes destes lançarem-se em campanha?
Só sobramos nós, o povo!
Como reagir, por meio de qual organização? Com apoio de quem?
Somos os descamisados de ontem e despolitizados de hoje. Talvez tenha sido esse o maior mérito do neoliberalismo caboclo, antes de chegarmos ao capitalismo pleno atingimos o individualismo pleno.
Agora garanto uma coisa: se me chamarem para depor na CPI e vou gritar!



Escrito por Toni às 11h11
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A refundação do PT

Agora bateu um saudosismo danado, lembrei-me de alguns companheiros que militavam comigo no Sindicato dos Bancários de SP que pertenciam a um grupo chamado de "Refundação do PC". Eram companheiros abnegados, que não se sujeitavam a linha política adotada pelo velho "Partidão" nos anos 80.
Pelo discurso da atual direção aqueles que negaram a história da construção do Partido dos Trabalhadores deverão ser expulsos, para que daí renasça um Partido que retome as lutas populares, que se faça presente no seio dos movimentos sociais, respeitando-os na sua autonomia mas caminhando junto na luta por um mundo mais justo.
Muito bonito! Ótimo!
Agora uma pergunta: quem vai amarrar o guizo no pescoço do gato?
Sim, quem serão os integrantes da corrente que tem a direção do Partido nas mãos desde sempre, que apontarão os culpados pelo lamaçal que toma conta do Partido?
A própria substituição da direção nacional foi uma operação do tipo "mais do mesmo".
A desintegração do PT começou quando o jogo parlamentar passou a ser mais importante do que a participação e educação política da militância e do povo.
Quando solapou a administração de Luiza Erundina em São Paulo; quando fez intervenções, a partir da Direção Nacional, em eleições como a do Rio de Janeiro em 1998, unindo-se ao Garotinho, ou a de Alagoas em 2002, querendo collorir o PT local, ou ainda a Carta ao Povo Brasileiro.
Esta Carta sim é o início do fim do Partido dos Trabalhadores. Ali está escrito que os compromissos históricos estavam na lata do lixo. Daí para deixar-se domar pela "governabilidade", emprenhando-se de alianças espúrias, com partidos que nunca tiveram nenhuma identificação com o PT, foi um pulo!
Por isso a lama!
Essas CPIs só valerão a pena se tudo for desnudado! Todos os partidos, todos os mandatos, em todos os níveis, municipal, estadual e federal!
Depois de tudo apurado, se isso vier a acontecer, o que faremos?
Esse é o problema. A tendência é, mais uma vez, a elite se acertar por cima, tudo feito de acordo com os figurinos dos velhos e dos novos coronéis higtechs, deixando ao povo somente a conta do acerto, como sempre.



Escrito por Toni às 09h55
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Reeleição: pecado capital da democracia

Já comentei em outro texto a necessidade de uma reforma política profunda nesse nosso amado Brasil.
Hoje ouvi uma música do Zé Ramalho - O meu país - que mais parece um manifesto, ideal para este momento de desencanto e desilusão.
Pensando na música e no texto abaixo comecei a imaginar grandes manifestações populares, semelhantes àquelas ocorridas recentemente na Bolívia, pressionando o Congresso e o Poder Executivo para que seja realizada uma profunda e séria reforma política no país.
Entre os itens dessa reforma um seria essencial: o fim do coronelismo!
Tanto faz ser o coronelismo tradicional, dos grotões, como o coronelismo yuppie do PSDB ou o de "esquerda" do PT, todos devem receber um tiro de misericórdia definitivo.
Talvez uma das formas mais eficazes de por fim a essa chaga política seria a proibição da reeleição.
Todo político só poderia ocupar o mesmo cargo eletivo uma única vez, fosse do executivo ou legislativo.
Aí vem aquela pergunta: e se o vereador cumpriu um ótimo mandato?
Perfeito, ele será um excelente candidato a deputado federal!
E se o prefeito fez uma ótima administração em 4 anos?
Ótimo, temos um bom nome para governador, deputado federal ou senador!
E o presidente da república, com um ótimo desempenho nos seus 4 anos de mandato!
Esse viraria uma instituição nacional, respeitado e honrado, ocupando um cargo vitalício numa espécie de "Conselho Supremo da República", órgão consultivo do poder executivo, que atuaria para aconselhar os próximos presidentes, fazendo jus ao salário de "presidente aposentado".
Isso exigiria dos partidos políticos uma permanente renovação dos seus quadros e uma preparação política adequada destes.



Escrito por Toni às 09h47
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