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Carta para o ombudsman da Folha de S.Paulo
Caro, ombudsman, É inegável que Clóvis Rossi é um importante jornalista brasileiro. Contudo, isto não implica que seja unanimidade. Ao contrário, a postura que o articulista assumiu desde 2003, o coloca bem longe disto. No entanto, o que se percebe através do Painel do leitor é que todos os assinantes da Folha só tecem críticas positivas a ele. Isto não é verdade, porque não são poucos os que andam irritados com o jornalista. Acontece que a Folha, ou melhor o Painel, só publica as cartas que elogiam Rossi. Sei que muitos já o criticaram. Eu mesmo já o fiz, mas o "pluralismo" editorial da Folha não permite que as críticas sejam publicadas. Escrevo consternado, porque ontem (25/08) enviei mais uma crítica a Rossi - que reproduzo abaixo - e a mesma não foi publicada. No entanto, na edição de hoje da Folha (27/08), há uma carta de um leitor agredindo Marilena Chauí, afirmando que a filósofa não tem caráter e tudo mais. O mesmo leitor chama o PT de partido fascista. Convenhamos: isto é uma crítica pertinente que a Folha publique? E porquê então a minha carta, penso, muito mais educada, não pôde sair? Enquanto isto, o senhor Bornhausen continua sendo o campeão absoluto de artigos publicados na Folha. Esta postura tem colocado a credibilidade do jornal em cheque. Cordialmente, Edilson Adão
É claro que o PT errou e os supostos crimes têm que ser averiguados. Mas a insistência irada que o jornalista Clóvis Rossi escreve, cotidianamente, contra o presidente e seu partido, para mim, há muito já comprometeu sua pena de articulista; parece estar a serviço de alguém. No texto de ontem (26/08), ao invés de contribuir para o momento crítico do país, tenta desqualificar o presidente, discorrendo com uma ironia infantil sobre sua posse. Que bobagem! O tom raivoso impede de ampliar a análise e observar outros viéses da crise, como bem o fazem os também críticos Janio de Freitas e Carlos Heitor Cony. E, subsconscientemente contraditório, afirma não haver nenhum movimento golpista. Será? Com um punhal serrado entre os dentes, mal esperou Lula assumir para ir ao ácido ataque. Sou assinante da Folha há muitos anos e não via tal ira nos anos 1990. Por que será? Edilson Adão C. Silva
Escrito por Toni às 09h33
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Tive uma idéia
Antes que os amigos temam pelo resultado da supra citada explico-lhes. Pensei em fazermos um seminário, ou uma série de debates, ou reflexões, ou algo assim, sobre a atual crise política brasileira. Já encontrei um título que muito me agrada: Saída pela esquerda! Conversei com o professor Giba, coordenador do Cursinho da Poli e ele franqueou o espaço. Falta agora definir melhor o que seria isso, então estou pedindo a colaboração de todos vocês. Façam isso com urgência, podendo ser aqui mesmo neste espaço ou ainda no meu endereço de email pessoal: proftony@terra.com.br. Em linhas gerais, conversando com alguns amigos, pensamos dividir o debate em mesas temáticas: uma com professores do Cursinho da Poli, outra com políticos (de várias correntes de pensamento - da esquerda) e uma outra com acadêmicos. Aguardo as sugestões ansiosamente!
Escrito por Toni às 09h23
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