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Discutindo a Geografia

Moçada, recomendo a leitura da revista Discutindo a Geografia. Em sua edição de número 6 ela apresenta uma matéria escrita pelos colegas de labuta Edu, Márcio e Sinval (professores de Geografia), relatando suas aventuras na Venezuela.
Além de apresentar o roteiro de viagem, ótimas dicas para quem pretende encarar um "mochilão" pelo país da revolução bolivariana, eles comentam sobre diversos aspectos da geografia venezuelana, tratando tanto da natureza quanto da sociedade de sobre as mesmas. Este trabalho comporia um cenário permanente no Cursinho, expressando a opinião do grupo de alunos;
Compensa a leitura!
Escrito por Toni às 16h10
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Recordando algumas histórias do reinado tucano
Recebi, por e-mail, do amigo David Cechetti:
Recordando algumas histórias do reinado tucano
Como historiador estou mandando um resumo um pouco antigo. Não serve de forma alguma como justificativa mas ajuda a nos lembrar que coisas piores foram praticadas por aqueles que hoje posam de éticos e atiram pedras. Veja só: Um estudioso de São Paulo, Altamiro Borges, recuperou brevemente a nossa memória política da década recente e a colocou na rede. O sociólogo Rogério Chaves enxugou o texto, que envio a vocês na esperança de que possa contribuir com o debate - e para que não esqueçamos dos anos tucanos-pefelistas (ainda tão recentes e precocemente esquecidos) e de que a campanha presidencial já começou.
- Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério Público. - Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer), FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco meses, justificou o "socorro" aos bancos quebrados e nem sequer averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25 deputados subornados pelo Econômico. - Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner). Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão, mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o caso. - Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido, mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas. - Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o governo promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar, socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam - ambos com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada por pressão da bancada governista. - Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco. Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação da CPI. - CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune. - Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações. Nada foi apurado e hoje o sinistro aparece na mídia para criticar a "falta de ética" do governo Lula.
E apesar disto, FHC impediu qualquer apuração e sabotou todas as CPIs. Ele contou ainda com a ajuda do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, que por isso foi batizado de "engavetador-geral". Dos 626 inquéritos instalados até maio de 2001, 242 foram engavetados e outros 217 foram arquivados. Estes envolviam 194 deputados, 33 senadores, 11 ministros e ex-ministros e em quatro o próprio FHC. Nada foi apurado, a mídia evitou o alarde e os tucanos ficaram intactos. Lula inclusive revelou há pouco que evitou reabrir tais investigações - deve estar arrependido dessa bondade! Diferente do reinado tucano, o que é uma importante marca distintiva do atual governo, hoje existe maior seriedade na apuração das denúncias de corrupção. Tanto que o ministério da Justiça e sua Polícia Federal surgem nas pesquisas de opinião com alta credibilidade. Nesse curto período foram presas 1.234 pessoas, sendo 819 políticos, empresários, juízes, policiais e servidores acusados de vários esquemas de fraude - desde o superfaturamento na compra de derivados de sangue até a adulteração de leite em pó para escolas e creches. Ações de desvio do dinheiro público foram atacadas em 45 operações especiais da PF. Já a Controladoria Geral da União, encabeçada pelo ministro Waldir Pires, fiscalizou até agora 681 áreas municipais e promoveu 6 mil auditorias em órgãos federais, que resultaram em 2.461 pedidos de apuração ao Tribunal de Contas da União. Apesar das bravatas de FHC, a Controladoria só passou a funcionar de fato no atual governo, que inclusive já efetivou 450 concursados para o trabalho de investigação. "A ação do governo do presidente Lula na luta decidida contra a corrupção marca uma nova fase na história da administração pública no país, porque ela é uma luta aberta contra a impunidade", garante Waldir Pires. Diante de fatos irretocáveis, fica patente que a atual investida do PSDB-PFL não tem nada de ética. FHC, que orquestrou a recente eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, tem interesses menos nobres nesse embate. Através da CPI dos Correios, o tucanato visa imobilizar o governo Lula e desgastar sua imagem, preparando o clima para a sucessão presidencial. De quebra, pode ainda ter como subproduto a privatização dos Correios, acelerando a tramitação do projeto de lei 1.491/99, interrompida pelo atual governo, que acaba com o monopólio estatal dos serviços postais.
Escrito por Toni às 21h57
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Miséria e morte no Império
As cenas que a TV mostrou nas últimas semanas pareciam da África ou Haiti, mas era Nova Orleans, cidade dos EUA, o país que gasta perto de US$ 80 bilhões por ano para manter o Iraque sob tutela.
Muito se fala sobre o tema. Michael Moore escreveu uma carta pública ao sr. Bush, com sarcasmo e ironia põe o dedo na ferida como sempre.
Antes de culparmos o aquecimento global vejamos a culpa da política do governo Bush, sob vários aspectos: infra-estrutura, prevenção e ajuda rápida.
A revista Carta Capital apresenta uma análise bem interessante sobre o tema, numa reportagem intitulada "O Haiti também é ali".
Cita por exemplo a maneira, exemplar, como Cuba enfrentou o furacão Ivan em setembro do ano passado. Retirou 1.900.000 pessoas da área atingida e não houve uma única vida humana perdida. Aliás, Fidel ofereceu 1.586 médicos cubanos e 36 toneladas de medicamentos para as vítimas da negl sobre as mesmas. Este trabalho comporia um cenário permanente no Cursinho, expressando a opinião do grupo de alunos;
Hugo Chávez não deixou passar em branco, ofereceu US$ 5 milhões para montagem de um hospital de campanha, 1 milhão de barris de petróleo e ainda um contingente da Guarda Nacional da Venezuela para ajudar no resgate das vítimas e na manutenção da ordem.
O Irã também entrou nessa, mas condiciona a ajuda à suspensão das sanções estadunidenses contra Teerã.
Segundo a BBC Brasil os EUA não descartam as ofertas recebidas, que já contam com mais de 90 doadores, inclusive com equipes da ONU.
Enquanto isso a população de Nova Orleans continua contando os seus mortos.
Escrito por Toni às 21h40
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