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Voto sim
Em primeiro lugar gostaria de saudar o próprio referendo. Nesse momento em que a democracia representativa sofre grandes ferimentos, praticar a democracia direta seja por meio de referendos ou p
Em segundo lugar considero o Estatuto do Desarmamento (clique aqui e veja a lei na íntegra) um importante passo para a conquista de uma sociedade menos violenta e mais justa.
Vários são os motivos que me levam a escolher o sim no referendo do dia 23/10/05, embora ainda considere um despropósito o voto obrigatório.
Dentre eles alguns de ordem pessoal. Fui obrigado a portar uma arma durante um período de minha vida. O simples porte de um revólver faz redobrar nossa coragem e ficamos muito mais "machos" perante situações de risco ou estresse. Quase fui vítima de mim mesmo ao desejar reagir a uma discussão banal, que, sem a arma na bolsa, não teria sequer pensado na possibilidade.
Além de casos de acidentes domésticos, inclusive atingindo pessoas próximas.
Outros motivos dizem respeito ao meu modo de pensar, respaldado pelas estatísticas dos órgãos de segurança pública que nos oferecem uma quantidade enorme de motivos, que vão dos crimes passionais às brigas entre vizinhos. Obviamente se fosse proibida a comercialização de armas de fogo tais crimes, bárbaros e despropositados, seriam evitados.
Aqueles que fazem a camp
O Ministério da Justiça colocou no ar um site com uma série de perguntas e respostas sobre os temas mais polêmicos do Estatuto do Desarmamento. Clique aqui e obtenha as informações necessárias.
Escrito por Toni às 11h44
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Não veja a Veja
Quem me conhece sabe da minha dedicação ao combate do péssimo jornalismo praticado por Veja.
Veja faz mal à saúde intelectual, além do uso prolongado destruir neurônios. Confesso que nesta semana temi ter que dar o braço a torcer.
Algumas pessoas próximas apostavam que Veja traria na capa "7 motivos para votar sim", em contraponto ao panfleto da semana passada.

Tal era a convicção dessas pessoas que, com uma delas, resolvi blefar: apostei uma caixa de cerveja.
Passei o dia de ontem ansioso pela tal capa e só sosseguei ao vê-la e, confirmando a tese que prospera entre aqueles que lêem a imprensa nativa com atenção, a tal capa idealizada por aquelas pessoas que ainda acreditavam no tipo de jornalismo que Veja pratica não se materializou.

Penso ser legítimo que um órgão de imprensa se posicione sobre qualquer tema pertinente à cidadania. Isso vale inclusive para eleições, mas deve fazê-lo no espaço adequado, no editorial, para deixar claro ao leitor que se trata de uma posição do órgão ou da empresa que o edita e nunca disfarçar tal opinião de reportagem.
A propósito do tema reproduzo abaixo texto publicado na revista Nova-e :
"A revista Veja começa a perder seus últimos pudores éticos, morais e humanitários, considerando que ainda possuía algum. Desta vez, a publicação da família Civita encampa a campanha pelo Não à proibição da comercialização da venda de armas de fogo no País, ignorando o debate necessário. Em capa e matéria manipuladora, contra a sociedade brasileira, contra as estatísticas de violência por motivos fúteis, contra ONGs voltada ao cidadão e cidadã, contra o amor e a fraternidade, a Veja dá o tiro que faltava no coração de seus leitores que acreditam que é possível a construção de uma sociedade fraterna, sem violência e movida pelo debate, diálogo e a compreensão. Mais grave: bombardeia de forma covarde o referendo como ferramenta da democracia direta. Um crime a serviço da indústria de armas. Um crime contra a verdade. Um crime a mais contra as vítimas da violência. Um crime a favor da anomalia intelectual do "ser-robô-consumidor"."
Escrito por Toni às 09h45
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