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A “grande” imprensa brasileira não vale o que escreve
Li no editorial da Folha de São Paulo do dia 3/12/05, sobre a crise Venezuelana, uma frase que reproduzo a seguir: “Sob a justa alegação de que o sistema de votação favorece o governo, três partidos de oposição desistiram de participar das eleições parlamentares na Venezuela, marcadas para amanhã.”
Fiquei muito intrigado. Tentei encontrar no texto informação que justificasse a opinião da Folha. Não encontrei. Até aí tudo bem, afinal o editorial não é lugar de informação, mas sim de opinião.
Resolvi então pesquisar nas edições anteriores um motivo que permitisse compreender o posicionamento da Folha.
Nem uma linha sequer de esclarecimentos, reportagens ou mesmo reprodução de matérias das agências noticiosas. Até que, no dia 30/11, no caderno Mundo, encontrei a seguinte manchete: “Oposicionistas têm vitória em órgão eleitoral”. Na curta matéria, assinada como “Da Redação” com colaboração das agências internacionais, informa-se que a oposição teve atendida por parte do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), sua principal reivindicação, que era a suspensão das máquinas de identificação digital.
Reproduzo a seguir parte do texto da reportagem:
“"Hoje foi uma vitória, o segredo do voto está garantido", disse o deputado oposicionista Gerardo Blyde, após sair de reunião no CNE. Ele também anunciou que o seu partido, o Primeiro Justiça, continua na disputa.”
Então voltemos ao início. Será que a Folha poderia responder aos seus leitores porque a tal alegação da oposição é justa?
O próprio editorial está eivado de posicionamentos ideológicos do jornal, o que considero legítimo, pois editorial serve pra isso mesmo. O que não posso aceitar é a sonegação da informação. Caso o leitor não queira compactuar da opinião da Folha, terá que, obrigatoriamente, buscar informação em outro lugar.
Assim, não dá pra continuar a ler o Folhão!
Escrito por Toni às 11h57
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Tudo em ordem
Olá a todos!
Agora o blog está em ordem! Infelizmente os comentários se perderam, mas consegui recuperar, embora de maneira desorganizada, os artigos, mesmo aqueles postados ou escritos por outras pessoas.
Tentarei agora dar regularidade às publicações.
Abraços.
Escrito por Toni às 21h06
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Histórias do tempo de faculdade Ao cursar matérias da licenciatura na Faculdade de Educação da USP acabei por me aproximar bastante dos pedagogos, inclusive participando de um projeto muito interessante, de educação de adultos, projeto esse que fazia com que a gente convivesse com pessoas de outras faculdades e institutos da USP.
Algumas histórias desse período são fabulosas, num sentido muito amplo do termo.
Certa vez estávamos num carro quatro pessoas: eu, Aílton (nosso chefe estressado), Marcos Galini (um sub-chefe calminho) e uma colega da História que não vou declinar o nome dela em público.
Ainda dentro da Universidade ela perguntou: - gente, num tô entendendo, quando entramos no carro esse negócio estava marcando 1959 e agora já está marcando 2001, o que é isso? Aílton então explicou que o carro tinha um mecanismo do tipo "de volta para o futuro", que na verdade era um relógio digital, que quando entramos no carro marcava 19:59 horas e naquele momento 20:01 horas.
De outra vez, num trabalho de campo da Pedagogia numa escola agrícola, uma pedagoga exclama perguntando: nossa que vaca grandona! Por quê ela tem uma teta só? Já imaginam né? Era um touro, campeão em reprodução, um dos maiores fornecedores para o curso de inseminação artificial.
Ainda de uma pedagoga (não posso falar o nome, certo Fabiana?) indo passar um período de festas em Ubatuba, logo após a estrada fazer uma curva: ué, o mar mudou de lado porquê? Essa mesma pedagoga comentando uma novela da extinta Rede Manchete: gente, é uma novela baseada no livro do Paulo Freire! Na verdade a novela tinha por base um livro do Paulo Coelho.
Aguardem mais histórias em breve!
Texto publicado em 4/2/05.
Escrito por Toni às 21h05
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O natal é um saco!
Povo, esse papo de Natal enche o saco! Festa brega, repleta de hipocrisia e "xaropadas". A começar pelo famoso amigo secreto na empresa. Melhor seria se chamado de "inimigo declarado". Depois a melancolia, pois não é que o tal de natal é sempre pertinho da virada do ano, ou seja mais uma convenção para que nos lembremos de que estamos envelhecendo rapidamente e que nossos sonhos ficaram para trás. Sinceramente: deprimente! Ainda mais por não ter coragem de romper com isso. Então é um tal de peregrinar por casa de mãe, sogra, irmã, etc. e tal. Tentei contar para o meu filho que esse safado do Papai Noel é uma invenção burguesa, que serve ao desejo contínuo de lucro do capitalismo, mas fui censurado pela minha mulher. Ela afirmou que uma criança que acaba de fazer 5 anos não tem como entender esses termos. Discordo, mas em nome da paz "natalina" calei-me. Em janeiro vou levá-lo para um passeio na Praça da Sé, para conhecer um pouco da vida dos moradores de rua e depois a um assentamento do MST. Aliás minha mulher me proibiu de usar expressões como "concentração fundiária", "renda diferencial da terra", "camponês", "latifundiário"...com a mesma lenga-lenga de que uma criança com 5 anos não consegue compreender tais conceitos. Mais uma vez cedi. Dessa maneira não conseguirei educar meu filho como um verdadeiro revolucionário. Abraços.
Texto publicado em 21/12/2004
Escrito por Toni às 18h46
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