Não voto!
Por desobediência civil!
Nego-me a votar sendo obrigado, quero que o voto seja livre.
No meu entendimento este item deveria ser o primeiro de uma reforma política de verdade! Assim os partidos políticos teriam que buscar o eleitor durante os 4 anos e não apenas confiar nos 45 dias de horário eleitoral.
Também não voto porque não existe fidelidade partidária. O que adianta votar no cabra agora, quando ele está defendendo um conjunto de idéias e lá adiante ele jura abandonar tais idéias, sai do partido, mas leva consigo o cargo? Tivesse dignidade deixaria o mandato para o partido, pois foi o partido que o conquistou!
Também não voto porque os deputados votam secretamente em alguns casos. Inadmissível! Quero saber o que faz o meu deputado, em quem e no quê ele vota.
Não vou votar porque ninguém apresentou um projeto decente para este país! A discussão política hoje está no patamar das discussões futebolísticas: Palmeiras x Corinthians – Grêmio x Internacional – Flamengo x Fluminense – Cruzeiro x Atlético – Lula x Alckmin.
Além do voto livre precisamos, com urgência:
ð Financiamento público de campanha
ð Fidelidade Partidária
ð Votos distritais e por lista Essa é minha opinião hoje, embora temeroso de ver o país entregue as forças mais conservadoras e reacionárias, encarnadas pelo “bom moço” de Pindamonhangaba.
Escrito por Toni às 23h34
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31 de março de 1964
Ou seria 1 de abril? Não importa, mas não devemos apagar essa data da nossa história. As novas gerações têm o direito de saber o que significou a Ditadura Militar no nosso país.
Políticos, professores, juízes, padres, estudantes... Cassados, alguns, aqueles que ousaram combater com as mesmas armas, que optaram pela luta armada, também foram caçados.
Não podemos aceitar calados as manifestações do comandante do exército, como aquelas que foram publicadas no último 31 de março*.
Precisamos fazer como nossos vizinhos argentinos e criar uma “Comissão de Verdade”.
Não se trata de revanchismo ou vingança, esses sentimentos não podem ser alimentados por uma nação, mas sim de sabermos o que aconteceu.
Que as famílias possam chorar os seus mortos, que os torturados possam se livrar de todos os medos e que os torturadores paguem por seus crimes.
Tenho lembranças de tempos tristes e de medo. Medo pelos nossos parentes que, de alguma forma, estavam na oposição, fosse no movimento estudantil, sindical ou político.
Tristes pela censura, pelas amarradas colocadas na sociedade civil.
O pior é sabermos que entidades como OAB, amplos setores da Igreja Católica, jornais como Folha de S.Paulo, O Estado de S.Paulo, O Globo, dentre muitos outros se colocaram ao lado dos golpistas.
Vejam que eu falo em golpistas e não revolucionários! Mesmo contando com o apoio da classe média inculta e da Igreja emprenhada de sentimentos medievais, precisaram das armas para calar setores significativos da sociedade.
Foi uma longa noite na nossa história. Tudo ficou pior com AI-5*.
Despertamos com o movimento estudantil em 77* e depois o sindicalismo comandado pelos metalúrgicos do ABC*.
Veio o movimento pela anistia* (1979), Diretas Já* (1984) e Assembléia Constituinte* (1986).
Sempre ponteados por tristezas imensas: Rio Centro*, atentados contra ABI, OAB*, CEBRAP*, assassinato de Wladimir Herzog* e do operário Manoel Fiel Filho*, dentre vários outros crimes, verdadeiras ações terroristas (de estado) que não podem e não devem ser esquecidas.
- * Links para matérias que aprofundam os temas citados.
- Clique aqui para ter acesso a versão dos militares.
Escrito por Toni às 18h50
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Encontro com Juca Chaves
Saí cedo de casa cedo, junto com meu filho, para alguns afazeres domésticos: consertar os óculos do Jaiminho e depois levá-lo para cortar cabelo.
Sempre faço isso na Vila Nova Conceição, bairro com IDH belga. Claro que ir até lá não tem nada a ver com o bairro, mas sim com o Guilherme, o mato-grossense de bom papo que me atende desde 1986.
Não é necessário falar que o trânsito aqui em Sampa está um inferno, especialmente na véspera de um dia santificado e com uma abundância danada de coelhos e chocolates.
Ao entrar na João Cachoeira, movimentada rua de comércio, típico reduto da classe média esnobe paulistana, o trânsito parou. Movimentava-se, quando em vez, a velocidade máxima de 10 km/h.
De repente para ao meu lado um vistoso Jaguar. Olho para dentro do veículo e vejo, em primeiro plano, dominando completamente o lugar do motorista, um nariz. Isso mesmo, um enorme nariz!
Somando-se as duas coisas, Jaguar com nariz enorme, o resultado só pode ser Juca Chaves! (Clique aqui e veja o que a Wikipédia diz sobre ele).
Ele mesmo, o velho menestrel.
Entabulamos uma rápida conversa entre o engatar de uma primeira marcha e um frear na seqüência.
Ele me disse que ficará um ano em São Paulo, longe da Bahia, em razão do novo espetáculo, em cartaz ali mesmo no Bairro do Itaim. Disse-me também de sua preocupação com a Varig, em razão de um antigo apoio que tal empresa lhe dá.
Jaiminho, dançando rock no banco de trás do carro, queria saber quem era aquele homem, de onde eu o conhecia e demais curiosidades comuns a um garoto de 6 anos.
Expliquei-lhe algumas coisas, não sei se entendeu.
Comecei a me lembrar de algumas velhas piadas do Juca Chaves e de como eu gostava de imitá-lo.
Imagino que o show deve ser muito bom, afinal, ele que sempre se abasteceu, como só os bons humoristas fazem, das bobagens dos políticos. Aliás, deve ter uma munição sem igual, seja pelo acúmulo ao longo do tempo, seja pelo contexto.
Escrito por Toni às 14h15
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Eleições no Peru, na Itália, na Hungria...
A vedete da semana é a eleição presidencial no Peru. O candidato que desponta como favorito, embora as pesquisas indiquem que haverá 2º turno, Ollanta Humala (clique aqui para ler um pouco mais sobre ele), apresenta-se com um discurso fortemente nacionalista. A segunda colocada nas pesquisas, Lourdes Flores (clique aqui para saber mais sobre ela) é ligada aos setores mais conservadores da Igreja Católica, enquanto o terceiro colocado, Alan García, é de centro-esquerda.
Enquanto isso na Itália, Berlusconi se vê ameaçado por Romano Prodi da coalizão de centro-esquerda. Resultados só na terça-feira.
No Irã a crise continua. Embora garantam abrir negociações com os EUA os dirigentes iranianos insistem em seu programa nuclear, o que deixa EUA, França e Grã-Bretanha em estado de alerta permanente. Uma iniciativa no Conselho de Segurança seria problemática, pois Rússia e China gozam de excelentes relações com Teerã.
Jornais e revistas estadunidenses afirmaram no correr da semana que os EUA preparam um ataque ao Irã, mas o governo desmentiu tal ação no domingo (para ler sobre esse tema clique aqui).
Israel volta a bombardear a Faixa de Gaza em retaliação contra o lançamento de foguetes contra o sul israelense, ao mesmo tempo em que afirma que não fará contatos com a Autoridade Nacional Palestina (clique aqui para ler matéria sobre esse assunto).
Por aqui comemoramos a volta do astronauta brasileiro, o bauruense Marcos Pontes, enquanto a comunidade científica discute a validade desse gasto com a viagem espacial.
Para surpresa da grande mídia a pesquisa do Datafolha (clique aqui para ver a pesquisa) mostra uma candidatura vigorosa, enquanto o ex-governador Geraldo Alckmin encontra problemas na decolagem, inclusive internamente segundo insinuações da Revista CartaCapital (clique aqui para ver o texto). O banho de ética prometido por ele não convenceu.
Apesar do escândalo da quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo (veja artigo sobre o tema), Lula se mantém firme na dianteira, com chances de levar já no primeiro turno. Penas e bicos estão inquietos.
A oposição agora se volta contra o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. (Leia aqui).
A polarização Lula x Alckmin tem turvado o cenário eleitoral. Ninguém fala sobre os governos estaduais, senado, câmera dos deputados e assembléias legislativas.
Mais uma vez vamos buscar o nosso messias, nosso Sassá Mutema (não sabe de quem se trata? Clique aqui e veja um verbete sobre ele)!
Escrito por Toni às 23h57
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