Prof Toni
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Jaguaré, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Política, Livros
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Cotas raciais: contra ou a favor?

Este tema sempre se faz presente nas minhas aulas, sejam de Geografia, no colégio, ou Atualidades, no Cursinho.

Vou começar o texto pelo final: sou favorável!

Durante muito tempo essa idéia me enervou pelo “americanismo” contido nela e por achar que reforçaria um racismo ao contrário.

Lendo uma entrevista do mestre Milton Santos, mudei de idéia! Nela o professor Milton Santos dizia que cotas deveriam ter data para começar e para acabar. Prazo de validade!

Pensei: é isso! A sociedade reconhece parcela de sua culpa coletiva pelo estado de coisas em relação ao povo afro-descendente e estabelece um prazo para purgar seus pecados, ao mesmo tempo dá um tempo para que o prejudicado vire o jogo!

Uma coisa é fato, comprovado tanto pelas estatísticas quanto pelo derramar de nosso olhar pelas ruas: os pobres, em sua maioria, são pretos e mulatos, como dizia aquela música de Caetano e Gil, faz alguns anos.

Reafirmo que entendo as cotas como um mal necessário, reparador, uma ação coletiva.

Caso queira melhor formar sua opinião recomendo que comece pelas seguintes leituras:

Manifesto em favor da lei de cotas e do estatuto da igualdade racial

Carta pública ao Congresso Nacional

Quer informações com maior densidade? Leia então os artigos: Política de cotas raciais, os "olhos da sociedade" e os usos da antropologia: o caso do vestibular da Universidade de Brasília (UnB), de autoria de Marcos Chor Maio e Ricardo Ventura Santos, publicado na Revista Horizontes Antropológicos; A reserva de vagas para negros nas universidades brasileiras, de autoria de Yvonne Maggie e Peter Fry, publicado na Revista de Estudos Avançados e O bicho na toca, de Marco Frenette, publicado na Revista Fórum, nº. 11.

Poderia sugerir vários outros, mas creio que estes bastam para dar início à formação de uma opinião, seja ela qual for, afinal a minha está dada no início do texto.



Escrito por Toni às 23h28
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SIVAM x TV Digital

Lembram-se da discussão sobre o SIVAM?

Isso foi no governo Fernando Henrique Cardoso, um projeto estratégico para o país, comprado por US$ 1,4 bilhão de uma empresa estadunidense.

Na época cientistas brasileiros afirmaram que um consórcio, com os principais centros de tecnologia do país, gastaria aproximadamente US$ 700 milhões para desenvolver o mesmo projeto.

No meu entendimento a TV Digital padece do mesmo açodamento. Na ânsia de atender a determinados interesses privados sacrificamos nosso futuro, apenas para responder ao poder de mercado (e político) da Rede Globo e das outras redes de TV.

O governo Lula vende barato uma chance de ouro para democratizar a TV no Brasil.

Vejam o que escreveu no Observatório da Imprensa, em 10/4/06, o pesquisador João Brant:

“Gerar pluralidade e diversidade no conteúdo da TV brasileira é, portanto, um objetivo que inclui muitas frentes. A digitalização traz possibilidades diversas para isso, e se perdermos essa chance no momento da definição do novo cenário, será muito difícil recuperar mais à frente. O aumento no número de canais é uma necessidade óbvia. Acatar os argumentos chinfrins de que não é possível aumentá-los porque não haverá financiamento suficiente, ou porque não há qualidade, significa sucumbir à pressão de partes interessadas que não aceitam de forma alguma competir com outras vozes.”

Leiam ainda o cientista Rogério César de Cerqueira Leite, físico, professor emérito da Unicamp, na Folha de S.Paulo:

“Para compensar essa faceta negativa da escolha, o Brasil receberia de presente duas fábricas, uma de semicondutores (componentes) e outra de monitores a plasma. Espera-se, com isso, economizar US$ 1 bilhão anualmente com a substituição de importações. E também empregos serão criados. Todavia novamente se compromete o futuro em troca de benefícios pífios do presente. Ocupam-se espaços tecnológicos presentes e futuros e mercados imensos. São R$ 2 bilhões de investimentos nas duas fábricas. Entretanto, só os conversores a serem inseridos nos atuais aparelhos necessários para a tecnologia digital já representam um mercado de R$ 30 bilhões a R$ 50 bilhões. Esses japoneses são vivos, não são? Aprenderam com os gregos, os que derrotaram Tróia.”

Governos diferentes, episódios diferentes, ambos a mostrar como nos falta uma política de ciência e tecnologia e sem ela não iremos a lugar algum.



Escrito por Toni às 23h52
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TV Digital: discussão tecnológica disfarça embate político

O governo Lula optou pelo padrão japonês para a implantação da TV Digital no Brasil.

Parte da imprensa e do próprio governo quer reduzir a questão apenas à discussão do padrão tecnológico, preços e abertura de mais canais na TV aberta.

Poucos na grande mídia discutem a questão da comunicação de massas no Brasil, principalmente o poder das TVs abertas. Temos hoje uma completa inversão de princípios: o Estado não controla as TVs, mas sim estas controlam o Estado.

O atual ministro das comunicações deste governo não foge à regra da maioria dos anteriores: é empregado da toda poderosa Rede Globo, além de possuidor de emissoras de rádio e TV.

Em pouco tempo na pasta destruiu o bom trabalho realizado pelo deputado Miro Teixeira. Aliás, esta parece ser a regra do governo Lula: aqueles ministros que atendem aos desejos de parcela da sociedade, independentes das pressões de quem sempre teve o poder, não servem!

O sonho dos cientistas brasileiros de desenvolver uma TV Digital brasileira foi para o brejo, junto pesquisa e desenvolvimento tecnológico, além de milhares de empregos.

Nesta pressa exagerada de se chegar a escolha do tal padrão, perdemos a chance de colocar as TVs abertas no seu devido lugar: a serviço do povo!

No seguir da carruagem podemos dar adeus a conteúdos educativos e sadios, deveremos continuar convivendo com a baixaria reinante, dominados pelo “padrão Globo de qualidade”, inquestionável do ponto de vista técnico, mas indigente, na maioria das vezes, quando pensamos em qualidade, educação e entretenimento sadio.

Mais uma vez o governo Lula se alia aos poderosos que sempre prometeu enfrentar.



Escrito por Toni às 12h19
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Campo de Refugiados no Timor-Leste

Abaixo duas fotos enviadas pelo Tarcísio.

Assim vivem os refugiados timorenses, fugitivos dentro do seu próprio país.

O banheiro atende a aproximadamente 20 famílias.

 

 



Escrito por Toni às 11h53
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Revolução Cubana é tema de exposição fotográfica

O Senac Lapa Scipião, em São Paulo, abrigará, a partir do dia 14/7, 69 imagens da Revolução Cubana feitas pelos mais importantes fotógrafos do período. A exposição "A Épica Revolucionária Cubana" reunirá momentos da história da ilha do Caribe clicados por nomes famosos como Alberto Korda (1928-2001), Raúl Corrales (1925-2006) e Osvaldo Salas (1914-1992), entre outros.

A denominação "Épica", segundo a produtora executiva da exposição, Fernanda Cerávolo, foi cunhada pela fotógrafa Maria Eugenia Haya, conhecida como Marucha. A fundadora da Fototeca de Cuba, em Havana, reuniu imagens do início da Revolução para um ensaio escrito nos anos 70.

Hoje, a expressão é utilizada para agrupar o trabalho dos fotógrafos que cobriram o levante de Fidel Castro contra Fulgencio Batista e o período imediatamente posterior, até o fim da década de 60. Geralmente, considera-se o ano de 1959 como início da fotografia épica, uma vez que, nos anos anteriores, os guerrilheiros combatiam na Sierra Maestra, sem a companhia de fotógrafos.

Além de registrar as movimentações populares, a Épica Cubana também tem farto material sobre líderes revolucionários como Fidel e Raúl Castro e Camilo Cienfuegos. A célebre imagem de Che Guevara por Alberto Korda, que adorna camisetas e pôsteres em todo o mundo, é o mais famoso registro do movimento fotográfico e também estará na exposição.

A mostra que virá ao Brasil é curada pelo fotógrafo cubano Nelson Ramírez de Arellano, que escolheu as imagens do acervo da Fototeca de Cuba. Além de Korda, Corrales e Osvaldo Salas, também terão obras expostas os fotógrafos Roberto Salas, Ernesto Fernández, Liborio Noval e Perfecto Romero.

No dia 14, paralelamente à exposição, haverá uma palestra com o fotógrafo Roberto Salas, um dos expoentes da Épica, sobre o movimento fotográfico. Também falarão Lourdes Socarrás, atual diretora da Fototeca de Cuba e co-curadora da exposição, e João Kulcsár, curador e professor do Senac.

Na vinda ao Brasil, Socarrás também selecionará portfólios de fotógrafos brasileiros para uma mostra em Cuba, marcada para acontecer em 2007.

 

Publicado no Terra Magazine

Interessados em enviar material para a mostra ou em se inscrever para a palestra podem obter mais informações com o Instituto de Mídia e Artes, em São Paulo: www.institutomidiaeartes.com.br/epicacubana.



Escrito por Toni às 19h41
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Vingança Argentina



Escrito por Toni às 10h49
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