Capas das principais revistas semanais
Acabo de passar os olhos pelas principais revistas semanais.
A capa de Veja me chamou atenção, com destaque para o conflito do Oriente Médio e questionando a justeza das guerras justas.
Fiquei perplexo! Teria a revista voltado a fazer jornalismo? Resolvi ler a matéria. Embora com alguns lampejos de jornalismo é a mesma e desonesta Veja de sempre: preconceituosa ao extremo quando trata de coisas e valores não ocidentais. Clique aqui e leia a matéria na íntegra.
A Istoé dedicou a capa para uma novidade: ação entre amigos na Telebrás. Ouvindo o presidente e um advogado da empresa estatal a revista levanta dúvida sobre um milionário acordo judicial envolvendo-a e a um amigo do Ministro das Comunicações, Hélio Costa, no valor de R$ 254 milhões! Veja a matéria clicando aqui.
Já a Época preferiu destacar o mundo dos blogs na sua capa. Fazia tempo que eu não visitava o portal da revista. Pareceu-me muito bom. Uma página me chamou a atenção: Especial Época Transparência, compensa uma olhada.
A CartaCapital optou dar capa para a Heloísa Helena. Como sou assinante já recebi a revista e dei a primeira folheada. O Delfim Neto manda muito bem de novo, o artigo da semana passada já estava supimpa e a coluna do Sócrates comenta de forma muito apropriada a diferença da nossa justiça com relação à italiana e à alemã no tocante ao futebol.
Escrito por Toni às 23h38
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Desafio: texto pró-Israel
No meu trabalho não curto bancar o fazedor de cabeças, embora seja acusado disso vez por outra em razão da força da oratória e da posição privilegiada no tablado.
Digo, já no primeiro dia de aula, que não sou “neutro” nas coisas da vida. O que sou na sala de aula é resultado da minha vida: minha origem camponês-operária, minha formação política, comunista desde a adolescência, enfim, aquilo que os amigos historiadores chamam de “história de vida”.
Não posso deixar a minha vida do lado de fora da porta quando entro na sala de aula.
Até por isso procuro não esconder os diversos pontos de vista sobre este ou aquele assunto, ouso convocar os alunos a discordar, debater, questionar, apenas tomando o cuidado para não repetir a grande mídia de baixa qualidade e extremamente manipuladora.
Pois bem, neste atual ataque do exército israelense contra o Líbano meu grande desafio é encontrar um bom texto que respalde essa ação.
Claro que para mim a missão é complexa, em razão da simpatia que tenho pela causa palestina e da compreensão à reação dos chamados fundamentalistas islâmicos à cultura ocidental.
Por isso solicitei aos amigos, colegas de profissão, coordenadores e até mesmo aos alunos de origem judaica que tragam textos que defendam essa ação israelense, para que possamos assim ter elementos para o debate.
Caso alguém tenha acesso a um texto com as características apontadas acima me envie, por favor! Está difícil. Os textos que me chegam são carregados de paixão e, a meu ver, com pouca qualidade.
Alguns, tratando do atual conflito, estão disponíveis na Internet e seguem relacionados abaixo.
Legítima defesa ou crime? Por Salem H. Nasser (publicado originalmente no jornal Valor Econômico)
O real inimigo do Líbano é o Hizbollah – Amos Oz (o melhor texto em defesa do estado de Israel)
O silêncio do mundo – Marco Aurélio Weissheimer
Diário de uma semana na vida e morte de Beirute – Robert Fisk
Entenda a nova crise entre Israel e Líbano – explicação “didática” desta crise, no portal da BBC Brasil.
Escrito por Toni às 22h33
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Inversão de tudo
Estava fazendo a leitura dos jornais e repassando alguns assuntos para preparar as aulas da semana, quando me dei conta das inversões do nosso cotidiano. Vejam:
Prisão de Marcola terá gaiolas (Folha de S.Paulo – 29/706) – quer dizer então que a prisão é dele! Pensei que ele estivesse lá para pagar pelos seus crimes...
Israel nega trégua de 72 horas pedida pela ONU (BBC Brasil – 29/7/6) – quer dizer que é assim: a ONU pede? Israel nega! Puxa vida, mas e se fosse o Irã negando alguma coisa à ONU, o que será que aconteceria?
SP deve gastar R$ 5,8 milhões com placas de ruas (Folha de S.Paulo 28/7/06) – parece que a cidade não tem problemas, parece que o ensino público municipal é ótimo, a saúde é excelente e não existem cortiços e favelas. Então vamos torrar o dinheiro do contribuinte com operações cosméticas.
Máfia diz ter pago R$ 4 mi de propina a 71 parlamentares (Folha de S.Paulo – 28/706) – uma centena de deputados, três senadores, 500 prefeituras, ex-ministros, todos nas mãos do empresário-bandido que sustentava um esquema de roubos por meio de vendas de ambulâncias, ônibus especiais e outras falcatruas envolvendo os poderes da República.
É assim que caminha a humanidade?
Escrito por Toni às 21h28
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Heloísa Helena: a produção de um fenômeno
Todos sabem que não vou votar. Já declarei isso aqui inúmeras vezes.
Também conhecem minha decepção e desalento com o Governo Lula e o PT.
Contudo, o desespero da grande mídia em produzir um segundo turno soa engraçado e me desperta uma curiosidade imensa. Será que meus amigos que ainda se mantêm no PT estão certos? Eles dizem que num segundo governo, Lula faria parte das reformas prometidas para o primeiro, radicalizaria na questão educacional e da reforma agrária, por exemplo. Duvido!
A partir de alguns dados de pesquisas eleitorais algumas constatações são óbvias:
- o picolé de chuchu estagnou, bateu no teto das intenções de voto, não adianta vestir-se de vaqueiro, boiadeiro, jeca-tatu, Carmem Miranda etc. Não vai rolar, como dizem meus alunos;
- a possibilidade Lula faturar a conta já no primeiro turno é bastante grande, de acordo com as pesquisas publicadas é lógico, só com muita boa vontade alguém consegue uma leitura pró-tucana pefelê.
Donde se conclui que só alguma novidade daquelas de movimentar montanhas poderia abalar tal cenário, provocando um segundo turno entre Lula e Alckmin.
Qual a novidade possível? Heloísa Helena!
Vejam que o reles crescimento de 2 ou 3 pontos percentuais nas pesquisas levou a moça das Alagoas ao centro do noticiário. Exposição demorada nas TVs, entrevistas nos jornais, manchetes dos blogs profissionais etc. e tal.
Interessante notar que aqueles que trombeteiam o crescimento de HH como algo positivo e que tratam de incensá-la são os mesmos que temiam os “radicais do PT”, os “demônios vermelhos”!
O que eu não consigo compreender é o ódio da elite brasileira ao Lula. Ele fez tudo direitinho, pela cartilha dela, de diferente foi só o pingar de umas migalhas ali para agricultura familiar, aqui para as bolsas isso e aquilo da vida, de resto, até os aliados são os de sempre! Vai entender...
Escrito por Toni às 08h56
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Histeria coletiva e BBB misturados
Foi essa a impressão que me deixou o julgamento de Suzane von Richthofen, Daniel e Cristian Cravinhos.
A exposição midiática dos envolvidos no julgamento, tentando transformar tudo em show foi lamentável, principalmente da parte dos promotores e dos advogados de defesa.
A narrativa dos debates e as entrevistas dos envolvidos nos intervalos do julgamento compuseram um espetáculo desprezível, além de alimentar na população a sede de sangue e não a sede por justiça.
O showrnalismo ficou bem na foto, com detalhes pitorescos e âncoras de telejornais esbravejando pela imposição do castigo máximo aos três criminosos.
Essa curiosidade mórbida por “crimes famosos” não é nenhuma novidade na nossa sociedade, a novidade é a transmissão das notícias on-line, via Internet, boletins nos celulares e a densa cobertura televisiva.
Escrito por Toni às 10h30
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De volta ao PCC
Volto ao assunto apenas para comentar duas ótimas entrevistas no Terra Magazine.
A primeira do coronel José Vicente da Silva Filho que, numa visão otimista, afirma ter havido avanços da polícia paulista desde os ataques do PCC no dias das mães, mesmo com o recrudescimento da semana que passou. Clique aqui para ler a entrevista do coronel.
Já para Walter Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone e especialista em crime organizado, não houve avanço algum. Muito pessimista afirma que está tudo errado na política de segurança pública e não há nenhuma possibilidade de ação a curto prazo, tem que mudar tudo segundo ele. Clique aqui e leia a entrevista.
Escrito por Toni às 09h57
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