Prof Toni
   



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Jaguaré, Homem, de 36 a 45 anos, Portuguese, Política, Livros
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Dia sem perdão

[Dia sem perdão]

Nova-e

“Voltei ontem do Líbano. O que vi lá não dá para o cérebro humano registrar. Foi o horror. Vi crianças bombardeadas, aos pedaços, um carro explodiu do meu lado, não tenho palavras. Só quero dizer uma coisa: o Hezbollah não é terrorista. Se não fossem eles, nós estaríamos todos mortos. Se não tivessem armas e coragem, não teríamos mais território”.

Depoimento de uma manifestante em São Paulo

 

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Escrito por Toni às 21h39
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Pelo voto livre!

Esse jogo de cartas marcadas não me serve mais.

Não se trata de trocar governantes, seis por meia dúzia, precisamos mudar e mudar radicalmente a maneira de fazer política.

Cansei de ter esperança! Não suporto mais ver a política nas mãos dos marqueteiros e comunicólogos!

Chega de estúdio, botox, photoshop!

Não quero mais participar desse engodo.

O voto compulsório serve aos astros e estrelas da TV, aos homens que vendem sabonetes como se fossem idéias e idéias como se fossem potes de merda!

Só a educação política poderá transformar, e essa educação cabe aos partidos políticos, aos sindicatos, as organizações populares...

Lembro-me de um partido político que, faz pouco mais de uma década, tinha grandes preocupações com a FORMAÇÃO POLÍTICA da população! Não era lindo? Hoje ele se preocupa em justificar o dinheiro “não contabilizado”.

Fica aqui mais um convite ao debate.

Vamos dialogar, conversar, divergir e, se possível, construir intervenções pertinentes a esse tema.



Escrito por Toni às 21h51
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Somos todos finitos!

A notícia do afastamento de Fidel Castro me pegou de surpresa!

Quando estive na Ilha em 1997 ele já se encontrava doente. Lembro-me que parecia abatido no encerramento do Pedagogia 97*.

O grande número de brasileiros presentes no teatro Karl Marx exigiu, num misto de cantos socialistas com “olas”, que ele se pronunciasse. Falou de improviso. Ironizou os EUA, elogiou o povo brasileiro, os revolucionários latino-americanos etc. O discurso durou 2 horas e quinze minutos!

Já naquela época perguntávamos aos amigos cubanos o que seria de Cuba sem Fidel.

Recebi várias respostas. Alguns apostavam no fim do sonho socialistas, outros na sua continuidade.

A maioria apostava em Raul Castro como sucessor, mas a idade avançada colocava tal opção em dúvida já naquele ano, afinal Raul é apenas 5 anos mais novo que Fidel.

A tensão vivida em momentos como estes desenham quadros impossíveis de serem interpretados.

Espero que Fidel volte às suas funções, gosto de ouvir voz generosa, destoando do canto neoliberal e individualista da sociedade contemporânea.

Caso queiram ler a íntegra da nota de Fidel sobre o seu afastamento temporário clique aqui.

Não deixa de ser interessante a forma como a grande imprensa se refere à transferência temporária do governo para Raul Castro.

Nas letras da grande mídia ocidental ele é apenas “o irmão de Fidel”.

Não mencionam que ele combateu ombro a ombro, integrando o grupo que desembarcou do Granma há 50 anos para fazer a Revolução.

Não dizem que ele ocupa cargos como de vice-primeiro-ministro, vice-presidente do Conselho de Ministros, general do exército cubano, além de várias outras funções no governo cubano.

Mais uma vez: tais cargos não são dele por ser o irmão de Fidel, mas sim pelo que fez na Revolução e na construção do socialismo em Cuba.

 

* Congresso de pedagogia que se realiza a cada dois anos em Havana – Cuba. Caso queira ler sobre esta minha experiência em Cuba clique aqui.



Escrito por Toni às 21h09
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Eu também

Tenho certeza de que nós queremos. Qual é a forma para ter mais Brasil e para quem se destina esse Brasil a mais?

Aí está o problema.

A Folha de S.Paulo apresenta uma matéria muito interessante na edição de hoje: Elite usa a internet para se mobilizar contra a corrupção (só para assinantes do UOL ou da própria Folha). Destaquei dois parágrafos do texto, vejam que primor:

“Nada mais distante dos movimentos sociais tradicionais, como os sem-teto e os sem-terra, formados por aglomerações anônimas e pauperizadas, que conseguem espaço no noticiário graças a estratégias de ação violentas – como a invasão da Câmara pelo MLST, em junho.”

Como resultado desse fenomenal esforço das elites foi apresentado uma proposta concreta ao Congresso Nacional:

“A proposta concreta apresentada até o momento, capitaneada pelas associações comerciais de São Paulo, foi de todos os produtos mostrarem o quanto de imposto está embutido em seu preço, entregue ao Congresso com apoio de mais de 1 milhão de assinaturas. O tema foi escolhido porque o lugar "mais sensível" é o bolso, diz Pereira Filho, que afirma que só consciente do que paga a população irá exigir.”

Correto! Tem que mostrar mesmo, mas e depois? Quer dizer que queremos mais Brasil para todos os brasileiros, ou é aquela velha lengalenga do excesso de impostos?

Eu sou indignado com os impostos que pago. Não pelos valores, ou quantidades, mas por sabê-los mal aproveitados.

É interessante vermos a elite, que produziu os poderosos de plantão desde 1500, que patrocinou o golpe militar, que marchou com Deus pela Família, querer mais Brasil!

Quero ver dar mais Brasil ao povo das palafitas, dos bairros miseráveis das grandes cidades, aos desassistidos deste imenso e belo país!

Ela, essa coisa difusa que chamamos de elite, poderia começar sua contribuição negando-se a pagar propinas, denunciando as concorrências fraudulentas, exigindo o rigor das leis para todos, inclusive para si e não se acomodando folgadamente na imensidão de privilégios, legais ou não, construídos ao longo dos séculos.

Eu também quero mais Brasil, mas de preferência com outra elite.



Escrito por Toni às 23h48
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